Justiça cassa mandato de sete dos nove vereadores de cidade do PR por compra de votos
Esquema envolvia distribuição de vales-combustível durante as eleições de 2024; decisão atinge toda a Mesa Diretora da Câmara Municipal
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A Justiça Eleitoral determinou a cassação dos mandatos de sete dos nove vereadores de Francisco Alves, no Noroeste do Paraná, por abuso de poder econômico e compra de votos nas eleições de 2024. A sentença, proferida pelo juiz Andrei José de Campos, da 97ª Zona Eleitoral de Iporã, também declarou a inelegibilidade de 14 investigados — entre parlamentares eleitos e suplentes — por um período de oito anos.
Cúpula do Legislativo atingida
A decisão alcança toda a atual Mesa Diretora da Câmara Municipal. Entre os parlamentares que tiveram os diplomas cassados estão: Cioni Cassin do Nascimento (PSDB) – Presidente, Miguel Arcanjo dos Santos (PSDB) – Vice-presidente, Célia Pereira Santos Geraldeli (PSB) – 1ª Secretária, Márcio Renato Trindade da Silva (PSB) – 2º Secretário, Devair Pôrto Santos (PSB), Maria Rosa Tolovi Ferrari (PSDB) e Dario Aparecido de Nigro (PSDB).
O esquema dos "vales-combustível"
A ação, movida pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR), revelou que os candidatos utilizavam vales de cinco e dez litros de combustível para cooptar eleitores. Durante as investigações, mandados de busca e apreensão realizados em um posto de gasolina da região flagraram notas fiscais e tickets que comprovam a distribuição irregular de mais de 2 mil litros de combustível até a véspera do pleito.
Próximos passos judiciais
Apesar da sentença, o afastamento dos vereadores não é imediato. Como a decisão cabe recurso ao Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), os parlamentares permanecem nos cargos até que o caso seja julgado em segunda instância.
Caso o tribunal confirme a cassação, será realizada uma recontagem de votos para definir os novos ocupantes das cadeiras no Legislativo municipal.
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