Jovens de MG mortos em SC foram confundidos com integrantes de grupo criminoso, diz polícia
Suspeito de envolvimento nas mortes em Florianópolis foi preso foi preso no Pará
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A Polícia Civil do Pará prendeu na quarta-feira (25) um homem suspeito de envolvimento nas mortes de quatro jovens mineiros que haviam desaparecido em Florianópolis (SC) no final de 2025. De acordo com as autoridades paraenses, as vítimas foram confundidas com membros de uma organização criminosa rival e submetidas a horas de tortura antes de serem executadas. O suspeito foi encontrado no distrito de Icoaraci, em Belém, e seria integrante de uma organização criminosa.
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Os corpos de Daniel Luiz da Silveira, de 28 anos, Bruno Máximo da Silva, 28, Guilherme Macedo de Almeida, 20 e Pedro Henrique Prado de Oliveira, 19 foram encontrados amarrados em Biguaçu (SC) no dia 3 de janeiro.
"O brutal homicídio ocorreu após as vítimas serem submetidas a sessões de tortura por horas", informou a polícia paraense ao informar sobre a prisão no Pará.
A Polícia Civil de Santa Catarina confirmou que segue com o inquérito para detalhar a dinâmica do crime e como ocorreu o equívoco na identificação das vítimas por parte dos executores. Os quatro jovens eram amigos, moravam juntos no bairro Barreiros, em São José, e haviam se mudado para Santa Catarina recentemente com o objetivo de conseguir emprego e melhorar as condições de vida. Um deles, Guilherme, estava na região há menos de um mês e já possuía uma vaga de trabalho garantida.
O desaparecimento mobilizou as forças de segurança desde o fim de dezembro, quando o grupo foi visto pela última vez no Centro de Florianópolis. Imagens de câmeras de monitoramento também registraram os amigos em frente ao apartamento onde residiam pouco antes do sumiço. O caso ganhou repercussão nacional devido à violência empregada e ao perfil das vítimas, que não possuíam histórico de envolvimento com a criminalidade.
A prisão realizada no Pará é considerada pelas autoridades um passo fundamental para o encerramento do caso e a identificação de outros possíveis coautores do crime. A cronologia dos fatos indica que o grupo foi abordado na região continental de Florianópolis antes de ser levado para o local onde as agressões ocorreram. A polícia ainda não forneceu detalhes adicionais sobre como o suspeito conseguiu fugir para a Região Norte após a repercussão das mortes.