IML descarta abuso, mas confirma lesões em recém-nascida internada em UTI; pai é preso no PR
Laudo apontou diversos machucados na criança, que segue em estado grave em Maringá; família diz ter machucado a bebê ao tentar socorrê-la
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Um laudo do Instituto Médico Legal (IML) divulgado nesta sexta-feira (13) descartou abuso sexual, mas confirmou que uma recém-nascida de apenas duas semanas, internada em estado grave em Maringá (PR), sofreu diversas lesões pelo corpo. A bebê foi socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) na noite de terça-feira (10).
O pai da criança foi preso preventivamente na quinta-feira (12), na cidade vizinha de Sarandi, sob suspeita de agressão. A Polícia Civil investiga o casal, que alega ter machucado a bebê acidentalmente no desespero de tentar socorrê-la durante uma convulsão.
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A criança segue sob cuidados intensivos na UTI neonatal da Santa Casa de Maringá. Devido à gravidade dos ferimentos, a recém-nascida precisou passar por um procedimento cirúrgico na língua para tratar um corte de aproximadamente três centímetros provocado durante o episódio.
Apesar da versão apresentada pela família para justificar as lesões, as autoridades mantêm a suspeita de agressão contra ambos os pais. O homem detido, que já era monitorado por tornozeleira eletrônica, permanece preso enquanto a polícia realiza novas diligências para esclarecer as circunstâncias do caso e apontar as responsabilidades.
Entenda o caso
Uma recém-nascida de apenas 13 dias foi socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhada em estado grave para a UTI Neonatal da Santa Casa de Maringá, na terça-feira (10), com suspeita de maus-tratos. Diante da gravidade das lesões apresentadas pela bebê, a equipe médica acionou imediatamente a Polícia Civil do Paraná e o Conselho Tutelar para investigar o caso.
Diante da gravidade da situação e dos sinais de violência, os pais perderam provisoriamente a guarda da criança. De acordo com o Conselho Tutelar, que acompanha a ocorrência desde o início, já foi solicitado à Justiça o acolhimento institucional da menina, visto que não havia familiares aptos a assumir a responsabilidade imediata.
Até o momento da internação, a família não possuía registros de atendimentos ou denúncias de violação de direitos no Conselho Tutelar. No entanto, durante os levantamentos iniciais no hospital, surgiram relatos apontando o possível uso de drogas por parte dos pais. O Conselho trabalha agora na localização e avaliação de parentes para analisar a viabilidade de um futuro acolhimento familiar. A avó paterna, residente no município vizinho de Sarandi, foi notificada a prestar esclarecimentos, enquanto a equipe ainda realiza buscas para encontrar a avó materna. A Polícia Civil segue responsável pela condução das investigações.
As informações são do GMC.
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