Homem que matou funcionário de farmácia por ciúmes da esposa é condenado no PR
Réu confessou que "perdeu a cabeça" ao descobrir que vítima estudaria na mesma instituição que sua mulher; crime foi filmado por câmeras de segurança
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O Tribunal do Júri de Londrina, no norte do Paraná, condenou Jander Bezerra da Silva a 16 anos e seis meses de prisão pelo assassinato de William Aparecido Henrique Ferreira, de 25 anos. O julgamento ocorreu nesta terça-feira (11). O crime, motivado por ciúmes, aconteceu em fevereiro de 2025 dentro da farmácia onde a vítima trabalhava e foi registrado por câmeras de segurança.
Durante o interrogatório, o réu confessou o homicídio e afirmou ter "perdido a cabeça" após descobrir que William pretendia estudar na mesma faculdade que sua esposa. A vítima e a mulher de Jander tiveram um relacionamento breve no passado, enquanto o casal estava separado. Segundo o delegado Miguel Chibani, essa relação ocorreu há mais de um ano antes do crime.
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Jander relatou que decidiu ir à farmácia após ler mensagens no celular da esposa, onde uma amiga mencionava a intenção de William de transferir a matrícula para a mesma instituição de ensino da mulher. Apesar de alegar que o ato foi um impulso momentâneo, a sentença contestou a versão, destacando que o réu esperou por 42 minutos nas proximidades do estabelecimento antes de executar o crime.
Dinâmica do crime e investigação
No dia 27 de fevereiro de 2025, Jander entrou na farmácia simulando o pedido de um medicamento. As imagens mostram que o agressor apontou a arma contra a cabeça da vítima e tentou disparar, mas o revólver falhou na primeira tentativa. William ainda tentou se afastar, mas foi atingido por dois disparos, morrendo no local antes da chegada do socorro médico.
A perícia no celular do condenado encontrou vídeos gravados cinco dias antes do assassinato, nos quais ele manuseava uma arma semelhante à utilizada no homicídio. Para a Justiça, o material comprova que o delito foi premeditado e fruto de planejamento prévio. Além do homicídio qualificado por motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima, Jander já havia sido preso em flagrante no dia do crime com porções de drogas em sua residência.
Posicionamento da defesa
Em nota, a advogada Indyanara Pini, que representa Jander Bezerra da Silva, informou que já apresentou recurso de apelação contra a decisão. A defesa buscou, sem sucesso, o afastamento das qualificadoras durante o julgamento, sustentando a tese de crime passional. O processo agora segue para análise do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR).
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