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Homem que matou freira em convento do PR é denunciado por feminicídio

O crime ocorreu em fevereiro dentro de um convento; o acusado, que havia deixado a prisão recentemente, alegou ter ouvido "vozes"

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Homem que matou freira em convento do PR é denunciado por feminicídio
Autor Nadia Gavanski, de 82 anos foi morta dentro do convento - Foto: Reprodução

O Ministério Público do Paraná (MPPR) denunciou nesta segunda-feira (2) o homem de 33 anos suspeito de invadir um convento, estuprar e matar a freira Nadia Gavanski, de 82 anos, em Ivaí, na região dos Campos Gerais. A denúncia sustenta que o acusado praticou feminicídio, estupro com lesão corporal de natureza grave, violação de domicílio e resistência à abordagem policial. O crime ocorreu no último dia 21 de fevereiro, e o investigado, que permanece preso, teria agido com meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, agravado pelo fato de a religiosa ser idosa.

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De acordo com a promotora de Justiça Priscila dos Reis Braga, a tipificação por feminicídio foi aplicada porque o agressor demonstrou menosprezo à condição de mulher, aproveitando-se da extrema vulnerabilidade da vítima. Nadia Gavanski, que dedicou 55 anos à vida religiosa, possuía sequelas de um AVC anterior que limitavam sua fala e mobilidade. O ataque aconteceu no Convento das Irmãs Servas de Maria Imaculada, onde a freira foi abordada por volta do meio-dia, momento em que costumava alimentar animais na propriedade.

O histórico do suspeito aponta que ele havia deixado o sistema prisional cerca de dois meses antes do crime. Segundo o delegado Hugo Santos Fonseca, responsável pela investigação, o homem foi detido no final de dezembro por furto, mas obteve liberdade dois dias depois. O inquérito policial, concluído na última sexta-feira (27), reuniu provas robustas contra o investigado, como imagens de câmeras de segurança e vestígios de sangue da vítima encontrados em suas roupas.

No momento da prisão, que ocorreu na residência do suspeito após ele agredir policiais militares, o homem alegou estar sob efeito de entorpecentes e afirmou ter ouvido "vozes" que ordenaram o assassinato. O Judiciário agora deve analisar a denúncia para decidir pela abertura da ação penal. Caso seja condenado por todas as acusações apresentadas pelo Ministério Público e pela Polícia Civil, a pena total pode ultrapassar os 50 anos de reclusão em regime fechado.

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