Homem que matou avó e neta por R$ 100 no PR é condenado a 60 anos de prisão
Réu estava em saída temporária e invadiu a casa para furtar; antes de sua confissão, um homem inocente chegou a ser preso e espancado por moradores
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A Justiça do Paraná condenou a 60 anos de prisão o homem que assassinou uma avó e sua neta de 11 anos para roubar cerca de R$ 100, em Jataizinho, no norte do estado. João Vitor Rodrigues foi sentenciado por duplo latrocínio e fraude processual pelas mortes de Marley Gomes de Almeida, de 53 anos, e Ana Carolina Almeida Anacleto, de 11 anos, ocorridas em março de 2025. A decisão, proferida no final de janeiro, teve seu teor divulgado nesta sexta-feira (10) pela juíza Camila Covolo de Carvalho, que fixou a pena de reclusão acompanhada de cinco meses de detenção e pagamento de multa.
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O crime ocorreu durante uma saída temporária da prisão, onde João Vitor já cumpria pena por tráfico de drogas. Na madrugada do dia 22 de março, ele invadiu a residência das vítimas pulando a janela da sala, onde encontrou a bolsa de Marley e furtou o dinheiro. Ao vasculhar o restante do imóvel em busca de mais objetos de valor, deparou-se com avó e neta dormindo. Para evitar ser reconhecido, o invasor rendeu as duas, amarrando-as, e as executou no quarto e no banheiro com golpes de faca no pescoço.
Em uma tentativa de despistar a investigação, o criminoso passou cerca de duas horas limpando a cena do crime e os corpos para apagar impressões digitais, colocando as vítimas deitadas na cama sob um edredom. Antes de fugir pelo muro, o assassino deixou uma mensagem escrita com sangue na parede dizendo "Deculpa mae", acompanhada de um nome. A Polícia Civil concluiu que o recado era um pedido de perdão direcionado à própria mãe do condenado e a um dos filhos de Marley, de quem o invasor era conhecido.
A elucidação do caso contou com uma reviravolta trágica. Antes de João Vitor ser apontado como o autor, um homem de 42 anos chegou a ser preso temporariamente e espancado por moradores após aparecer em imagens de câmeras de segurança perto do local. A inocência do primeiro suspeito, que ficou 43 dias detido, só foi comprovada quando João Vitor retornou ao presídio e, não suportando a culpa, confessou o duplo homicídio para a mãe em uma ligação telefônica. Foi ela quem o denunciou à polícia, levando à sua confissão formal.
Em nota oficial, a defesa de João Vitor Rodrigues, representada pela advogada Bruna Cirilo, afirmou que assumiu o caso após a confissão formal e destacou que o réu colaborou com as autoridades para o esclarecimento dos fatos. A advogada ressaltou que o condenado demonstrou arrependimento, está ciente da sentença e optou, de forma consciente, por não interpor recurso, assumindo as consequências jurídicas de seus atos. A defesa também manifestou profundo respeito aos familiares das vítimas pela dor irreparável causada pelo crime.
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