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FEMINICÍDIO

Filho confessa ter matado a mãe após discussão por conta de luz em Minas Gerais

O corpo de Rosilene Pedrão da Silva Pereira, de 52 anos, foi ocultado pelo filho por três dias nos fundos da casa onde moravam

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Filho confessa ter matado a mãe após discussão por conta de luz em Minas Gerais
Autor Rosilene havia procurado a delegacia em ocasiões anteriores para denunciar as agressões - Foto: Reprodução

O homem de 27 anos preso por assassinar a própria mãe e ocultar seu corpo por três dias em Campo Belo, no sul de Minas Gerais, confessou à Polícia Civil que o crime foi motivado por uma discussão sobre uma conta de energia elétrica. Em depoimento, o suspeito relatou que havia entregado o dinheiro da fatura para Rosilene Pedrão da Silva Pereira, de 52 anos, mas o fornecimento de luz acabou sendo interrompido no imóvel. A situação gerou um desentendimento no qual, segundo o homem, a mãe o teria atingido com um tapa no rosto. Após sair da residência e retornar pouco tempo depois, ele retomou a briga e matou a vítima com um golpe no pescoço.

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Após o homicídio, o suspeito tentou encobrir o crime ocultando o cadáver nos fundos da casa onde moravam, localizada no bairro Arnaldos. Para despistar as investigações, ele chegou a procurar as autoridades policiais para registrar um boletim de ocorrência relatando o falso desaparecimento da mãe. Na ocasião, o rapaz alegou que Rosilene era usuária de álcool e drogas, justificando que, por isso, ela costumava sumir. A versão, no entanto, foi rapidamente desmentida pela apuração policial e pelo depoimento de amigas da vítima. Foram elas que levantaram suspeitas sobre o comportamento do filho, o que levou a polícia até a residência e resultou na localização do corpo, três dias após o crime.

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A investigação revelou ainda que o suspeito já possuía um histórico de violência doméstica contra a mãe. Rosilene havia procurado a delegacia em ocasiões anteriores para denunciar as agressões, mas acabou não dando prosseguimento aos casos. Durante as diligências atuais, uma machadinha recém-afiada chegou a ser entregue aos policiais, mas a investigação descartou o uso da ferramenta no assassinato. A Polícia Civil classificou a motivação do crime como fútil e ressaltou que a violência é injustificável. O homem permanece preso preventivamente e deve responder pelos crimes de feminicídio e ocultação de cadáver, cujas penas somadas podem ultrapassar 40 anos de reclusão em caso de condenação.

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