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Estudante com paralisia cerebral se forma na UFPR

"Médico falou que eu ia ser um alface em cima de uma cama", disse a jovem nas redes sociais

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Estudante com paralisia cerebral se forma na UFPR
Autor Emanuelle Aguiar de Araújo recebeu o diploma no dia 20 de setembro em geografia - Foto: Arquivo pessoal

Nas redes sociais, uma história de uma estudante com paralisia cerebral viralizou após ela se formar na unidade do Litoral da Universidade Federal do Paraná (RFPR).

Emanuelle Aguiar de Araújo recebeu o diploma no dia 20 de setembro em geografia e compartilhou a conquista em seus perfis, onde é conhecida como Manu Aguiar. Ela também é presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Estado do Paraná (Coede/PR) e pesquisadora sobre inclusão, acessibilidade, sexualidade e capacitismo.

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Manu, nas redes sociais, fez um desabafo contando que já ouviu de um médico que seria um “alface”, que a trajetória foi repleta de barreiras e agradeceu a ajuda da família, dos colegas de curso e dos educadores da universidade. Segundo a UFPR, ela é a primeira estudante com paralisia cerebral a se formar no Litoral, na unidade localizada em Matinhos.

Veja o relato da jovem no Instagram:

“A menina que segundo o médico, não iria andar, nem falar, que seria um “alface” retirou hoje seu diploma de educadora geógrafa.

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Não foi fácil, nunca é fácil ser a primeira. A primeira turma, a primeira estudante com Paralisia Cerebral a se formar na instituição. Muitas foram as barreiras enfrentadas até chegar ao dia de hoje.

Sempre falo, nada disso seria possível se não fossem as pessoas que me cercaram durante essa trajetória. Minha família, os colegas de curso, os educadores e, sobretudo, a equipe da Sepol – Sessão de Políticas Afirmativas e Assuntos Estudantis.

Com certeza esse não é o fim. Meus diplomas serão o meu instrumento para provar que a educação inclusiva, é sim, o caminho para o sucesso da inclusão de pessoas com deficiência.

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Recebi o meu diploma um dia antes do Dia Nacional de Luta das Pessoas com Deficiência. Para deixar claro, aquilo que a geografia e o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra me ensinou: “só a luta nossos direitos faz valer. Obrigada, UFPR Litoral. Essa instituição que me transformou em uma outra ser humana. Como sempre digo: eu vou, mas eu logo volto.“

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