Empresa que deu golpe em formatura de Medicina já tinha 90 processos
Pelo menos dois grupos de estudantes de Medicina já foram afetados pela empresa
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A empresa de formaturas Brave Brasil, que deu o calote em estudantes de Medicina de Maringá, no noroeste do Paraná, já tinha mais 90 processos na Justiça. Desde 2019, a empresa vinha dando calote em fornecedores.
A situação só veio à tona no dia 21 de janeiro, depois que os estudantes de Medicina de uma faculdade particular de Maringá constataram que o baile de formatura não estava sendo montado. Eles já vinham desconfiando de algo errado desde a colação de grau, dois dias antes, quando parte do contratado não foi cumprido.
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Os 123 estudantes, que contrataram a empresa de Florianópolis (SC) cinco anos antes da formatura, descobriram que a Brave Brasil deu o calote em diversos fornecedores. Alguns chegaram a montar a estrutura do baile no Parque de Exposições de Maringá. Mas desmontaram após não receberem da Brave o pagamento pelos serviços.
Uma pequena parte dos estudantes se organizou e conseguiu contratar às pressas outra empresa, de Maringá mesmo, que organizou um baile em 12 horas. No dia seguinte, os estudantes deram queixa contra a Brave Brasil na delegacia. O prejuízo do grupo foi de R$ 3 milhões.
Ponta do iceberg
Depois do escândalo em Maringá, logo em seguida, outro grupo de 82 alunos de uma universidade particular de Cascavel, no Oeste do Paraná, também não tiveram a festa de formatura. O prejuízo deles foi de R$ 2 milhões.
Com as notícias se espalhando, diversos outros grupos de estudantes de Medicina ao redor do Brasil que possuem contrato com a Brave Brasil (que se intitula especializada em formaturas de Medicina) passaram a ficar receosos.
Com informações: Ric Mais
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