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Dívida e investimentos da Copel são questionados por deputado

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Dívida e investimentos da Copel são questionados por deputado
Autor Foto: Reprodução

Na sessão remota da Assembleia Legislativa do Paraná desta segunda-feira (15), o deputado Soldado Fruet (PROS) questionou o tamanho da dívida da Copel, a maior empresa do Paraná, que vem aumentando com novos negócios feitos por suas subsidiárias.

Segundo o parlamentar, o endividamento de curto e longo prazo da companhia já ultrapassa R$ 11 bilhões. Ele lembrou que, na semana passada, a Copel Geração e Transmissão comunicou ao mercado que recebeu do BNDES um empréstimo de R$ 432 milhões. Nesse contexto, o Soldado Fruet demonstrou preocupação com transações recentes da empresa.

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“Na última semana, recebi cópias de contratos firmados sem licitação pela Copel Telecom com um escritório de advocacia, com valores superiores a R$ 5 milhões”, revelou.

O deputado também cobrou agilidade nas respostas aos questionamentos encaminhados há duas semanas ao diretor-presidente da Copel, Daniel Pimentel Slaviero, sobre a aquisição de 49% de uma empresa em Bandeirantes, já que ela não divulgou fato relevante nem o valor da operação. “Essa resposta é essencial para que nós, deputados, possamos conhecer a realidade administrativa e financeira da Copel”, destacou.

"Diante da necessidade que a Copel tem em buscar dinheiro no mercado para investimentos, me questiono se seria necessário e importante, do ponto de vista negocial, a Copel comprar uma parte minoritária de uma empresa de energia solar cuja geração total de energia é de apenas quatro megawatts?", indagou o Soldado Fruet. Segundo ele, “essa produção equivale a menos de um milésimo do que produzem as oito usinas da Copel, que juntas produzem 5.202 megawatts”. Para o parlamentar, “saber os motivos que levaram à decisão por essa compra e, principalmente, o valor pago, é fundamental para que possamos fiscalizar os investimentos da empresa”.

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O deputado informou que aguardará o prazo de 30 dias para receber as informações que solicitou da Copel. Caso contrário, adiantou que irá requerer os dados via Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e Agência Reguladora do Mercado norte-americano (SEC).

“Será que a Copel está realmente investindo bem o dinheiro ou estamos repetindo erros que aconteceram, por exemplo, na Petrobras?”, perguntou, relembrando o caso da compra de uma usina no Texas que, no final, provou-se ser um péssimo negócio e superfaturada para que alguns fossem beneficiados. “Essa comprinha da Petrobras custou a nós, povo brasileiro, mais de US$ 1 bilhão e, após ser revendida, nos deixou como herança um prejuízo de US$ 798 milhões", recordou.

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