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Dentista suspeito de estuprar nove mulheres é preso no PR; abusos ocorriam há 25 anos

Relatos indicam que abusos começaram quando o homem tinha 21 anos e perduraram até a fase adulta de algumas vítimas

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Dentista suspeito de estuprar nove mulheres é preso no PR; abusos ocorriam há 25 anos
Autor Os abusos aconteciam na casa e no consultório do suspeito - Foto: PCPR

Um dentista de 46 anos, preso preventivamente sob a acusação de estuprar nove mulheres, teria iniciado a prática de abusos contra crianças e adolescentes da própria família há pelo menos 25 anos. De acordo com a Polícia Civil do Paraná, os crimes ocorriam majoritariamente em uma chácara do suspeito em Teixeira Soares, nos Campos Gerais, aproveitando-se de momentos de isolamento durante festas familiares. O homem, que também possui consultório em Curitiba, já é condenado por importunação sexual contra uma paciente e réu em outro processo pelo mesmo crime.

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A investigação aponta que o suspeito utilizava a confiança familiar e profissional para cometer os abusos, que em alguns casos se estenderam até o início da vida adulta das vítimas. O delegado responsável pelo caso, Rafael Nunes Mota, afirmou que o homem oferecia abrigo em sua residência na capital para que as familiares pudessem estudar, momento em que os crimes persistiam. Após a primeira denúncia, realizada em outubro de 2025, outras oito mulheres procuraram a polícia, relatando um silêncio de décadas motivado pela vergonha e pela posição de respeito que o dentista ocupava no círculo social.

O "modus operandi" descrito nos depoimentos inclui atos praticados sob cobertores, em piscinas ou sob o pretexto de jogos e filmes. Além dos abusos contra familiares e amigas próximas, o profissional responde por crimes cometidos dentro do ambiente de trabalho em 2022 e 2023. O Conselho Regional de Odontologia confirmou que o registro do dentista segue ativo, mas manteve sigilo sobre possíveis processos disciplinares internos.

A defesa do investigado entrou com pedido de liberdade, questionando a legalidade da prisão preventiva. Os advogados argumentam que a decisão foi baseada em relatos antigos e que não foram consideradas medidas cautelares alternativas ao cárcere. O suspeito permanece detido e deve prestar novo depoimento ainda esta semana. A polícia acredita que o número de vítimas pode ser maior e orienta que novas denúncias sejam feitas anonimamente pelos canais oficiais do estado.

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