Curitibano pretende entrar na linha de frente na guerra da Ucrânia
Ganzert aguarda a liberação do Comando Ucraniano para poder fazer parte da linha de frente no combate contra as tropas russas
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Um curitibano, de 41 anos, foi à Ucrânia para fazer parte da linha de frente no combate contra as tropas russas. O conflito entre os países está prestes a completar sete meses e, até o momento, não há sinais de que o embate terminará cedo.
O paranaense Adilson de Andrade Ganzert mora em Piraquara, município da Região Metropolitana de Curitiba, e se alistou para lutar em defesa da Ucrânia. Ele aguarda a liberação do Comando Ucraniano para auxiliar em trechos mais perigosos e, enquanto não obtém um resultado, faz treinamentos militares em cidades do país.
Ganzert integra à Legião Internacional de Defesa Territorial da Ucrânia, grupo composto por militares estrangeiros que tem o intuito de lutar pela Ucrânia. A legião foi criada em fevereiro deste ano e já conta com mais de 20 mil combatentes.
Em entrevista à reportagem da Tribuna do Paraná, Adilson disse que decidiu fazer parte do combate em agosto. “Servi em 1999 no bairro Pinheirinho, e gosto do militarismo. Trabalho na segurança privada, e quando o presidente Volodymyr Zelensky falou que pessoas do bem seriam bem-vindas ao país, decidi ajudar. Fiz uma campanha para arrecadar R$1 por pessoa para tentar custear a passagem, mas fui xingado nas redes sociais. Fui chamado de oportunista e não consegui nada. Um grupo de amigos de São Paulo fez a vaquinha e conseguimos somente passagem de ida”, disse Adilson.
O curitibano entrou em contato com a Legião Internacional de Defesa Territorial da Ucrânia através do aplicativo de mensagens instantâneas Telegram. Ele enviou vídeos e demonstrou interesse em integrar o grupo. Porém, para chegar até onde está, o paranaense passou por diversas dificuldades, como quase ser extraditado na Suíça, ter as malas extraviadas, machucar o pé, além de ser alvo de brincadeiras por estar acima do peso.
“Sobre o peso tudo bem. Sou um pouco gordinho, mas já perdi quase uma tonelada aqui na Ucrânia. Tinha coisa que não comia no Brasil, e aqui não posso negar. O ambiente é de guerra e não de passeio com a família. Chegar aqui já é uma vitória. Não tenho pressa de entrar na linha de frente”, disse o curitibano.
Com informações da Tribuna do Paraná.
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