Curandeiro é preso no PR por vender “água molecular” como cura para o câncer
Suspeito de 54 anos afirmava que o produto artesanal podia “descontaminar” efeitos da vacina contra a Covid-19 e orientava vítimas a abandonar remédio
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A Polícia Civil do Paraná (PCPR) prendeu em flagrante, na manhã desta terça-feira (10), um homem de 54 anos suspeito de praticar curandeirismo e fabricar produtos sem registro em Curitiba. O investigado comercializava substâncias artesanais, como a chamada "água molecular", prometendo a cura de doenças graves como o câncer e a "descontaminação" de pessoas vacinadas contra a Covid-19. Os produtos, que não possuíam qualquer comprovação científica ou registro em órgãos de saúde, chegavam a custar R$ 950 por frasco.
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A prisão foi efetuada por agentes da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Saúde (Decrisa) após denúncias de vítimas. No local da operação, os policiais encontraram um laboratório improvisado onde eram produzidos itens como azeite, sabonete, sal e até amaciante de roupas, todos vendidos com supostas propriedades terapêuticas. De acordo com a delegada Aline Manzatto, responsável pelo caso, o suspeito se apresentava como "doutor químico" e dizia ser autor de livros, embora tenha confessado no momento da abordagem que não possui nenhuma formação acadêmica na área.
As investigações revelaram que o homem orientava as vítimas a abandonarem tratamentos médicos convencionais e o uso de medicamentos prescritos para adotarem o consumo de seus produtos. Duas vítimas relataram à polícia que seguiam os métodos do suspeito desde 2022, motivadas pela promessa de desintoxicação das vacinas. Durante a diligência, foram apreendidos galões de cores diferentes que, segundo o preso, possuíam finalidades distintas, servindo para cozinhar, beber ou até para o tratamento de animais de estimação.
O suspeito foi encaminhado ao sistema penitenciário e autuado em flagrante. Ele deverá responder pelos crimes de curandeirismo, falsificação de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais, fabricação de produto sem registro e indução do consumidor ao erro. A Polícia Civil alerta que tratamentos sem embasamento científico colocam a vida dos pacientes em risco e reforça a importância de buscar auxílio médico profissional para o diagnóstico e tratamento de patologias.
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