Corpo da menina sequestrada e morta no PR será sepultado sem velório
A decisão de seguir direto ao cemitério foi tomada justamente por causa das condições em que o corpo de Miratzi foi encontrado
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O corpo da menina venezuelana Miratzi Kaireles Perez Mejía, de 8 anos, foi liberado pelo Instituto Médico Legal de Paranavaí no início da noite desta segunda-feira (16) e deve chegar a São Manoel do Paraná onde será imediatamente sepultado. Segundo familiares, o traslado seguirá diretamente para o Cemitério Municipal da cidade, onde ocorrerá o sepultamento. Não haverá velório, em razão do avançado estado de decomposição do corpo — o corpo da criança permaneceu vários dias na mata antes de ser localizada pela força-tarefa no domingo (15).
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A liberação ocorre após dias de angústia e apreensão. O corpo permanecia no IML para a realização de exames periciais e confirmação formal de identidade, procedimento obrigatório em casos de morte violenta. A retenção havia provocado desespero na família, que temia uma demora prolongada.
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À tarde, a tia da menina, Kimberly Pérez, 20 anos, relatou o que ouviu no instituto. “Reclamamos da demora e falaram para a gente que tem que fazer uma coleta de sangue e um exame da arcada dentária, e que isso pode demorar até 4 meses. Nós não queremos isso”, afirmou, emocionada. Ela também fez um apelo público: “Estamos muito mal, numa angústia muito grande. Só queremos sepultar nossa menina”. Kimberly chegou a temer que a liberação só ocorresse após meses de espera, o que aumentava ainda mais o sofrimento da família, que desejava apenas realizar a despedida.
Com a conclusão dos procedimentos técnicos e a emissão da documentação necessária, o corpo foi finalmente entregue. A decisão de seguir direto ao cemitério foi tomada justamente por causa das condições em que o corpo foi encontrado.
A morte de Miratzi
O caso mobilizou São Manoel do Paraná desde a última quinta-feira (12), quando Daniel Luiz Ferrari, 33 anos, atacou a ex-companheira grávida de 7 meses a facadas. Na sequência, ligou para a namorada, mãe de Miratzi, chamando-a com a filha à casa dele, com a promessa de presentear a criança com uma bicicleta.
Daniel pediu para a namorada comprar cigarros em um mercadinho e, ao voltar, a mulher já não encontrou mais a filha. O veículo utilizado por Daniel, um Del Rey azul, foi encontrado abandonado no dia seguinte em uma área rural. No domingo (15), Daniel foi localizado em uma região agrícola e morreu após reagir à abordagem policial com uma faca. Horas depois, o corpo de Miratzi foi encontrado a cerca de 500 metros do carro, encerrando de forma trágica uma sequência de crimes que comoveu a cidade e a região.
Daniel foi sepultado no início da manhã desta segunda, com poucas pessoas da família presentes. O túmulo se tornou local de indignação na comunidade pela sequência de crimes brutais cometidos por ele.
As informações são de OBemdito
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