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CGE garante conformidade com a lei de aquisições emergenciais

Lei de aquisições emergenciais

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CGE garante conformidade com a lei de aquisições emergenciais
Autor Foto: Reprodução

Aquisições e contratos feitos pelo Executivo Estadual para o enfrentamento da Covid-19 são acompanhados pela Controladoria-Geral do Estado (CGE), desde que a pandemia se instalou no Paraná. Equipe da Coordenação de Controle Interno verifica a conformidade dos processos em relação a normas e legislação e emite notificações e relatórios com os principais problemas encontrados, alguns já resolvidos pelos órgãos públicos envolvidos.

O controlador-geral Raul Siqueira explicou que a ação tem caráter preventivo, a fim de melhorar o processo e unificar as ações, para aprimorar a gestão de recursos neste período de emergência. Ele afirmou que o controle sobre os processos e procedimentos tornou o Paraná exemplo para outros estados e citou que o comprometimento dos órgãos garantiu preço justo dos respiradores. Conforme divulgado pela imprensa, o Paraná foi o estado que pagou o menor valor pelos equipamentos.

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A análise dos processos de compras e contratações com dispensa de licitação verifica a conformidade desses documentos com a Lei Federal 13.979/20, com os decretos estaduais 4.230 e 4.315 e com as orientações dos cadernos editados pela Procuradoria-Geral do Estado e pela CGE.

“Assim que foi publicada a lei federal e dos decretos estaduais colocamos nossa equipe para acompanhar os processos, quanto à conformidade também com as orientações oficiais. Entendemos que este momento de urgência pode suscitar equívocos que podem gerar problemas”, disse o controlador-geral do Estado.

Ele explicou que a equipe verificou cada protocolo instaurado para analisar eventuais equívocos e desatenções. “O trabalho continua com foco na instauração do processo até a aquisição do bem ou produto ou na contratação de serviços. A etapa complementar será a análise do contrato propriamente dito”, disse Siqueira.

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A Coordenação de Auditoria Interna, vinculada à Coordenação de Controle Interno, fez uma abordagem sistemática e disciplinada por leis, normas e cadernos da PGE e CGE para os processos de governança e de controles internos.

A CGE é a responsável pela implantação do Programa de Integridade e Compliance do Governo do Paraná, que determina o cumprimento de normas e regras para garantir a ética na administração pública.

“Nossa preocupação é que todos os processos feitos por secretarias estaduais e outros órgãos do Executivo estejam em conformidade com a lei e, desta forma, protegidos de possibilidades de corrupção”, acrescentou Siqueira.

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O acompanhamento provocou notificações a órgãos executores, o que impediu eventuais irregularidades em compras e contratações. De acordo com a coordenadora de Auditoria Interna, Sharlene Sena, as observações foram encaminhadas aos órgãos, assim que era identificado o problema.

Ela explicou que o trabalho é feito por amostragem e seguirá até a vigência das leis que permitem a dispensa de licitação para contratações emergenciais. Até esse relatório, foram analisados 106 processos, cerca de 25% do total, que correspondem ao montante de R$ 141.309.808,55.

“Observamos os órgãos com mais risco, entre eles a Secretaria de Estado da Saúde, com que trabalhamos em parceria, pelo volume de processos. Também houve algumas denúncias esporádicas que estão sendo verificadas”, disse Sharlene.

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Entre as falhas mais observadas estão falta de justificativa ou informações incompletas, ausência de ampla pesquisa de preço e não lançamento no sistema de informática específico de contratações (GMS). O relatório é enviado aos órgãos auditados para que as providências sejam adotadas.

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