Caso Isis: vigilante que matou adolescente vai a júri popular
Apesar de o corpo da adolescente grávida não ter sido localizado, a Polícia Civil considera que a jovem foi vítima de homicídio
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Marcos Vagner de Souza, acusado pelo assassinato de Isis Victoria Mizerski, será julgado pelo Tribunal do Júri. A decisão foi oficializada nesta sexta-feira (06) pelo juiz João Batista Spanier Neto, após audiências que incluíram depoimentos de 17 testemunhas e do próprio réu, que negou envolvimento no crime.
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O magistrado afirmou que os elementos apresentados, como imagens de câmeras de segurança, mensagens e outras provas anexadas ao processo, indicam indícios de materialidade e autoria do crime. "No presente momento processual, vigora o princípio in dubio pro societate, cabendo ao Tribunal do Júri a análise mais aprofundada das provas", escreveu o juiz na decisão.
Isis, de 17 anos, desapareceu no dia 6 de junho de 2024, em Tibagi, nos Campos Gerais do Paraná. Ela estava grávida e, segundo investigações, saiu para encontrar Marcos, apontado como o pai do bebê. Apesar de o corpo dela não ter sido localizado, a Polícia Civil considera que a jovem foi vítima de homicídio.
Marcos responde pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver e aborto sem consentimento da gestante. Ele segue preso e alega inocência.
As audiências de instrução começaram em outubro e terminaram em 14 de novembro, com o depoimento do réu. O Ministério Público e a acusação apresentaram alegações orais, enquanto a defesa protocolou as alegações finais no último dia 27.
O julgamento no Tribunal do Júri será agendado para 2025. O advogado de defesa, Renato Tauille, informou ao portal g1 que irá recorrer da decisão que encaminhou o caso ao júri popular.
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