Caso de criança assassinada há 20 anos no Paraná é retomado dois meses antes da prescrição do crime
Principal suspeito, que era vizinho da vítima, foi preso em Londrina após ser denunciado por abuso sexual de enteada
Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline
A Polícia Civil do Paraná reabriu o inquérito sobre o assassinato de Giovanna dos Reis Costa, ocorrido em 2006, faltando apenas dois meses para a prescrição do crime. A retomada das investigações foi confirmada após a prisão preventiva de um homem de 55 anos, apontado como o autor do homicídio. A corporação corre contra o tempo para concluir o inquérito e encaminhá-lo ao Ministério Público, garantindo que o caso seja denunciado à Justiça antes de completar 20 anos, prazo limite para a punibilidade de crimes dessa natureza na legislação brasileira.
- LEIA MAIS: Polícia do PR soluciona crime brutal contra criança ocorrido há quase 20 anos
O novo desdobramento do caso surgiu a partir de uma denúncia de abuso sexual feita por uma ex-enteada do suspeito. A vítima relatou às autoridades que o homem utilizava a memória do crime de 2006 como instrumento de terror psicológico, ameaçando que ela teria o mesmo destino de Giovanna caso revelasse os abusos. Com base nesses relatos, a polícia ouviu ex-companheiras do homem, que forneceram detalhes cruciais. Uma delas afirmou que o suspeito confessou a autoria do assassinato, descrevendo como atraiu a menina para dentro de casa sob o pretexto de buscar dinheiro para uma rifa, asfixiando-a e cometendo violência sexual na sequência.
O crime original ocorreu em abril de 2006, em Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba. Giovanna, então com nove anos, desapareceu enquanto vendia rifas e foi encontrada morta dois dias depois em um terreno baldio, com as mãos amarradas por fios elétricos. Na época, o suspeito chegou a ser investigado por ser vizinho da família. A polícia encontrou em sua residência um fio compatível com o utilizado para amarrar a vítima e um colchão com manchas, mas ele foi liberado por falta de provas contundentes, enquanto outros suspeitos acabaram presos e posteriormente inocentados.
Segundo as novas apurações, o suspeito chegou a debochar da atuação policial anos após o crime, vangloriando-se para conhecidos de que as provas estavam visíveis em sua casa durante as buscas e foram ignoradas pelos agentes. A defesa do homem informou que está analisando o caso e questiona a validade da prisão preventiva, argumentando a ausência de fatos novos contemporâneos que justifiquem a medida cautelar após tanto tempo.
Últimas em Paraná
Mais lidas no TNOnline
Últimas do TNOnline