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Assassino rompeu tornozeleira três dias antes de matar criança em São Manoel do Paraná

Policiais militares localizaram o equipamento rompido dentro do quarto do autor, na residência onde os fatos foram registrados

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Assassino rompeu tornozeleira três dias antes de matar criança em São Manoel do Paraná
Autor Para a investigação, os indícios apontam que o intervalo entre a desativação do sinal e o dia dos crimes pode indicar premeditação - Foto: Reprodução

O homem apontado como autor do feminicídio da enteada de 8 anos e da tentativa de homicídio contra a ex-companheira em São Manoel do Paraná, no norte do estado, utilizava tornozeleira eletrônica e rompeu o equipamento três dias antes dos crimes. A informação foi confirmada pelo delegado Wagner Quintão, da Delegacia da Mulher e do Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente (Nucria) de Cianorte, em entrevista à CBN Maringá.

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De acordo com o delegado, Daniel Luiz Ferrari, de 25 anos, estava sob monitoramento eletrônico por determinação judicial, com acompanhamento do Departamento Penitenciário da Polícia Penal. No dia 9 de fevereiro, houve registro de perda de sinal do equipamento, o que pode indicar desligamento, falha ou rompimento da tornozeleira.

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O dispositivo foi encontrado cortado no dia 12 de fevereiro, data em que os crimes ocorreram. Policiais militares localizaram o equipamento rompido dentro do quarto do autor, na residência onde os fatos foram registrados.

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Para a investigação, os indícios apontam que o intervalo entre a desativação do sinal e o dia dos crimes pode indicar premeditação. “Todos os fatos e a dinâmica indicam que, nesse período, ele pode ter planejado a ação”, afirmou Quintão.

Apesar da morte do autor, que morreu em confronto com a polícia no domingo (15), a Polícia Civil informou que o inquérito seguirá para apurar as circunstâncias do caso. O objetivo, segundo o delegado, é verificar se houve falhas no sistema de monitoramento eletrônico ou na rede de acompanhamento da família.

Quintão explicou que, quando há rompimento ou irregularidade na tornozeleira eletrônica, o sistema de monitoramento da Polícia Penal é automaticamente alertado por meio do GPS. No entanto, ele defendeu uma reavaliação dos protocolos de acompanhamento em casos considerados mais graves, especialmente quando há descumprimento das medidas impostas pela Justiça.

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Com informações do GMC Online

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