Adolescente morre por pneumonia após procurar atendimento três vezes em UPA
Brenda Cristina Rodrigues teve pedidos de exames negados na rede pública em União da Vitória e recebeu diagnóstico de ansiedade
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A Polícia Civil do Paraná investiga a morte de Brenda Cristina Rodrigues, de 17 anos, ocorrida na última segunda-feira (19), em União da Vitória, no sul do estado. A jovem faleceu em decorrência de uma pneumonia bacteriana após procurar atendimento três vezes em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e receber diagnóstico de ansiedade. O inquérito apura suposta negligência médica, omissão de socorro ou homicídio culposo.
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De acordo com a investigação, Brenda buscou socorro na UPA nos dias 16, 17 e na madrugada de 18 de janeiro, queixando-se de dores no peito e falta de ar. Segundo Renato Carlos Rodrigues, avô da vítima, a equipe médica classificou o quadro como crise de ansiedade. Em uma das visitas, o avô solicitou um raio-X do pulmão e um eletrocardiograma, mas o pedido foi negado pela médica, que orientou a família a procurar um posto de saúde na segunda-feira seguinte.
Diante da piora no quadro clínico, a família levou a adolescente a um hospital particular na manhã do dia 18. Após a realização de exames, foi confirmada a pneumonia bacteriana grave. Brenda foi internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas não resistiu e faleceu no dia seguinte.
Investigação
A Polícia Civil informou que ouvirá todos os profissionais envolvidos no atendimento, desde a triagem até as médicas que concederam alta à paciente. A polícia também solicitou a necropsia e a análise dos prontuários médicos. "Ela não faleceu por uma fatalidade inevitável, foi uma consequência de uma sequência de erros", afirmou Mateus Daldin, advogado da família.
O Instituto Humaniza, organização terceirizada responsável pela gestão da UPA, comunicou o afastamento das médicas envolvidas até a conclusão das apurações. A empresa afirmou que colabora com as autoridades e segue critérios rigorosos na contratação de profissionais.
O Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR) anunciou a abertura de sindicância para apurar a conduta ética das profissionais, o que pode resultar na cassação do exercício profissional. Paralelamente, a Prefeitura de União da Vitória instaurou um processo administrativo para investigar o caso.
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