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Milhares protestam no Rio e em SP contra assassinato de Marielle 

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LUISA LEITE, FELIPE BÄCHTOLD E LUCAS VETTORAZZO

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Milhares de pessoas protestam nesta quinta-feira (15) no Rio de Janeiro e em São Paulo contra a morte da vereadora carioca Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes, assassinados na noite de quarta (14) no centro do Rio.

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No começo da noite, uma multidão em frente à Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) pedia por justiça numa das maiores manifestações de grupos de esquerda desde os protestos de junho de 2013. A Polícia Militar do Rio não divulga estimativas de público.

Em São Paulo, o ato no vão livre do Masp chegou a bloquear a avenida Paulista também no começo da noite.

O protesto conseguiu unir sob uma mesma pauta as diversas correntes do pensamento de esquerda do Rio. Em razão da proximidade das eleições, os grupos estavam divididos, com parte apoiando o nome de Lula e parte de um possível candidato do PSOL a Presidência. A candidatura de Guilherme Boulos, por exemplo, pelo PSOL e com a bênção de Lula, gerou um racha interno do partido. 

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Na manifestação desta quinta, as diferenças eleitorais foram postas de lado, explicou o militante do PCB Vinícius Brandão, 18. "A luta da Marielle era pelos trabalhadores. Então, as diferenças estão de lado nessa marcha em memória dela."

Em coro, as pessoas pediam justiça e o fim da Polícia Militar. Eles entoavam cânticos como "Sem hipocrisia, a PM mata gente todo dia" e "Pisa ligeiro, pisa ligeiro, quem mexeu com a Marielle atiçou o formigueiro". Na escadaria da Assembleia, carregavam faixas que diziam "Quem matou Marielle Franco?" e "Não Recuaremos, Marielle vive".

O deputado estadual Marcelo Freixo discursou em frente à Assembleia. "Nem que seja a última coisa que eu faça na vida, vou descobrir quem fez essa covardia", disse.

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Por volta das 18h30, manifestantes saíram em direção à Candelária, enquanto outro grupo seguiu para a Cinelândia, local de início do ato no começo da tarde, em frente à Câmara do Rio, onde foram velados os corpos de Marielle e do motorista Anderson Gomes. Uma multidão de manifestantes levou flores e cartazes contra a intervenção federal na cidade. Eles também fizeram coro contra a Polícia Militar.

Políticos e colegas da Câmara também estiveram no local. Uma das principais lideranças do PSOL, o deputado federal Chico Alencar fez um discurso na escadaria do Palácio e disse que as famílias pediram uma cerimônia reservada. Ele disse que há "opressão" e pediu uma vigília em memória à vereadora, com "serenidade". 

Os organizadores do ato se revezaram em discursos na frente da Câmara, nos quais repetiram o lema "Marielle, presente", e na leitura de notas de pesar de movimentos de todo o país.

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A cantora Zelia Duncan esteve no ato e disse que o momento é de luto e pediu mobilizações de rua. Manifestantes colaram cartazes em memória à vereadora e jogaram tinta vermelha em um monumento e na fachada do prédio da Câmara.

Líderes religiosos participaram do ato e pediram orações. Roberto Cavalcanti, da Assembleia de Deus, disse que o crime representa a morte "da esperança".

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