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Michel Temer chama de extrema covardia morte de vereadora do Rio

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GUSTAVO URIBE

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O presidente Michel Temer (MDB) chamou nesta quinta-feira (15) de extrema covardia o assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ), morta na noite desta quarta-feira (14) no Rio de Janeiro.

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Em mensagem nas redes sociais, ele se solidarizou com os familiares e amigos da política e afirmou que o crime "não ficará impune".

A morte da vereadora ocorreu a poucos dias de completar um mês o decreto assinado pelo presidente de intervenção federal no Rio de Janeiro para diminuir os índices de violência.

"Lamento esse ato de extrema covardia contra a vereadora Marielle Franco. Solidarizo-me com familiares e amigos, e acompanho a apuração dos fatos para a punição dos autores desse crime", escreveu.

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O presidente informou ainda que pediu ao ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, que coloque a Polícia Federal à disposição do interventor Braga Netto para ajudar na investigação.

A expectativa é de que o governo federal declare luto de três dias pela morte da vereadora, como foi feito pela prefeitura do Rio de Janeiro.

Por causa da morte, o presidente avalia se irá antecipar a sua viagem ao Rio de Janeiro, marcada inicialmente para o domingo (18). Ele iria à capital fluminense por conta do aniversário de um mês da intervenção.

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Nesta manhã, o presidente reuniu uma equipe de ministros para avaliar providências de emergência que podem ser adotadas. O ministro dos Direitos Humanos, Gustavo Rocha, está se deslocando ao Rio de Janeiro para acompanhar a apuração da morte.

Em conversas reservadas, auxiliares e assessores presidenciais reconhecem que a morte da vereadora deve prejudicar a aprovação da medida.

Segundo pesquisa feita pelo governo federal, na semana passada, mais de 80% da população do país se declararam favoráveis à intervenção federal.

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VIOLÊNCIA

O Rio de Janeiro passa por uma grave crise política e econômica, com reflexos diretos na segurança pública. Desde junho de 2016, o estado está em situação de calamidade pública e conta com o auxílio das Forças Armadas desde setembro do ano passado.

Não há recursos para pagar servidores e para contratar PMs aprovados em concurso. Policiais trabalham com armamento obsoleto e sem combustível para o carro das corporações. Faltam equipamentos como coletes e munição.

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A falta de estrutura atinge em cheio o moral da tropa policial e torna os agentes vítimas da criminalidade. Somente neste ano, 23 PMs foram assassinados no estado -foram 134 em 2017.

Policiais, porém, também estão matando mais. Após uma queda de 2007 a 2013, o número de homicídios decorrentes de oposição à intervenção policial está de volta a patamares anteriores à gestão de José Mariano Beltrame na Secretaria de Segurança (2007-2016). Em 2017, 1.124 pessoas foram mortas pela polícia.

Em meio à crise, a política de Unidades de Polícia Pacificadora ruiu -estudo da PM cita 13 confrontos em áreas com UPP em 2011, contra 1.555 em 2016. Nesse vácuo, o número de confrontos entre grupos criminosos aumentou.

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Com a escalada nos índices de violência, o presidente Michel Temer (MDB) decretou a intervenção federal na segurança pública do estado, medida que conta com o apoio do governador Luiz Fernando Pezão, também do MDB.

Temer nomeou como interventor o general do Exército Walter Braga Netto. Ele, na prática, é o chefe das forças de segurança do estado, como se acumulasse a Secretaria da Segurança Pública e a de Administração Penitenciária, com PM, Civil, bombeiros e agentes carcerários sob o seu comando. Braga Netto trabalha agora em um plano de ação.

Apesar da escalada de violência no Rio, que atingiu uma taxa de mortes violentas de 40 por 100 mil habitantes no ano passado, há outros estados com patamares ainda piores.

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No Atlas da Violência 2017, com dados até 2015, Rio tinha taxa de 30,6 homicídios para cada 100 mil habitantes, contra 58,1 de Sergipe, 52,3 de Alagoas e 46,7 do Ceará, por exemplo.

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