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Fábio Porchat apresenta Prêmio do Humor e diz que fazer público rir é barra pesada

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CRIS VERONEZ

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Fábio Porchat apresentou, na noite desta terça (13), o Prêmio do Humor, única premiação de teatro em que somente espetáculos de comédia concorrem. O projeto foi idealizado e bancado pelo próprio humorista. A cerimônia aconteceu no Jockey Club Brasileiro, na zona sul do Rio.

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O time de jurados, formado por Antonio Tabet, Aloisio de Abreu, Bemvindo Sequeira, Sura Berditchevsky e Rafael Teixeira julgou cinco categorias: melhor texto, melhor performance (ambos vencidos por Jefferson Schroeder, com espetáculo "A Produtora e a Gaivota"), melhor direção (Chico Pelúcio, pelo espetáculo  "Pagliacci"), melhor espetáculo e categoria especial (ambos vencidos pela peça "[nome do espetáculo]").

O humorista Agildo Ribeiro, que estrelou diversos programas de humor da Rede Globo ao lado de Jô Soares, Paulo Silvino e Chacrinha, foi o homenageado da noite.

Em entrevista à reportagem, Porchat disse que o prêmio se fortaleceu desde 2017, quando ocorreu sua primeira edição. 

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"No ano passado eu recebi um apoio muito legal dos amigos, mas esse ano eu senti a classe tomando as rédeas da situação. [...] Parece que a classe da comédia vestiu a camisa do prêmio e isso é muito gratificante."

Segundo o humorista, a comédia é bastante valorizada pelo público, mas a crítica e os prêmios costumam deixar o gênero de lado. Ele cita nomes como Chico Anysio e Renato Aragão para exemplificar, dizendo que os atores nunca ganharam um prêmio.

Porchat também relembrou a polêmica do Globo de Ouro de 2016, que elegeu o filme "Perdidos em Marte", dirigido por Ridley Scott, como melhor comédia.

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"P***, isso é um filme de terror. Comédia é colocada num canto, sabe. Eu sei que é difícil comparar mesmo, mas é por isso que temos que valorizar. Você pensa: pô, mas é difícil fazer uma peça séria, fazer a pessoa chorar, se emocionar... Tá bom, então sobe no palco e fica lá uma hora e meia fazendo a pessoa rir. É barra pesada."

Marcos Veras fez coro ao colega e disse que já está acostumado com a falta de reconhecimento para o gênero. Apesar disso, o ator ressalta que o cenário está melhorando.

"É muito difícil fazer comédia e isso é reconhecido inclusive por atores que fazem drama. Acho também que falta um reconhecimento do popular. A gente tem mania de achar que o popular é ruim e usamos essa palavra de uma forma pejorativa. Mas ser popular significa que está agradando a maioria. Acho que estamos repensando isso aos poucos. Já melhorou."

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IGUALDADE

Um detalhe sobre as categorias do Prêmio do Humor chamou a atenção: não houve melhor atriz e nem melhor ator, mas sim a melhor performance.

"Acho muito doida essa diferenciação de melhor atriz e melhor ator. Parece que a atriz faz uma coisa que o ator não faz, e vice-versa. Então resolvi juntar tudo", disse Porchat. Segundo ele, a criação de uma categoria unissex também ajuda a enfraquecer o falso discurso de que mulheres não sabem fazer comédia.

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OPA... A participação de Ney Latorraca, que entregou o prêmio de melhor espetáculo à equipe de "[nome do espetáculo]", foi um dos pontos altos da cerimônia. Ele contou um causo que arrancou gargalhadas do público.

"Sou muito vaidoso e adoro aparecer. Tenho o ego que é uma loucura. Uma vez, quando peguei um táxi, o motorista falou: 'gosto muito do seu trabalho, gosto de você e tal'. Já comecei a me transformar, né. Aí, quando eu fui pagar, ouvi ele dizendo: adeus, senhor Agildo Ribeiro."

E continuou: "A corrida deu R$15,02 e eu ia dar vinte reais. Pois dei os R$ 15,02." 

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NA TRAVE

A peça "Minha Vida em Marte", estrelada por Mônica Martelli, foi indicada para quatro das cinco categorias premiadas, mas não ganhou nenhum troféu.  

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