Leia a última edição
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Geral

publicidade
GERAL

Professores municipais em greve acampam em frente à Câmara de São Paulo

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Em greve, professores e demais profissionais da rede municipal de ensino da capital passaram a madrugada desta quarta-feira (14) acampados em barracas em frente à Câmara Municipal de São Paulo.

Por volta da 0h, ao menos 19 pessoas montaram seis barracas em frente ao prédio para pressionar os vereadores a rejeitarem o projeto de reforma da previdência, que aumenta a contribuição dos servidores municipais.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Segundo os grevistas, mais servidores devem se juntar ao grupo após uma série atos programados para a manhã desta quarta (14) em diferentes pontos da cidade.

Havia a expectativa de que o texto já fosse votado na Câmara nesta quarta (14). Diante disso, funcionários públicos lotaram na terça-feira (13) as galerias da casa e protestaram durante a sessão. A guarda que atua na Casa chegou a ser acionada para tentar expulsar um manifestante. Mas depois do empurra-empurra, o servidor permaneceu na galeria.

A Comissão de Constituição de Justiça da Câmara analisa o texto nesta quarta-feira (14) e uma audiência pública está marcada para a quinta-feira (15). No mesmo dia, um protesto deve reunir, segundo o Sinpeem, até 70 mil servidores da educação em frente à Câmara.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

GREVE

A greve de professores contra o projeto de reforma da previdência ganhou força e, nesta terça-feira (13), quase metade (46%) das 1.500 escolas de administração direta da prefeitura ficaram totalmente paradas.  Outras 47% tiveram suas atividades parcialmente paralisadas, segundo levantamento da própria secretaria de Educação da gestão João Doria (PSDB). A prefeitura não informou a quantidade de professores em greve. A Educação tem 85 mil servidores, sendo mais de 60 mil professores.

Os profissionais da rede municipal decidiram na quinta-feira (8) cruzar os braços. O texto da reforma, em trâmite na Câmara, prevê a elevação da contribuição previdenciária de 11% para 14%, além da instituição de contribuição suplementar vinculada ao salário do servidor. Assim, o desconto poderá chegar a 18,2%, segundo a prefeitura. A prefeitura defende que, sem a alteração, a sustentabilidade da previdência municipal é inviável.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Um projeto de lei de mudança no sistema fora encaminhado à Câmara pelo ex-prefeito Fernando Haddad (PT) em 2015. Após protestos, Haddad retirou o projeto em agosto de 2016, mas o reencaminhou no fim daquele --o último do seu mandato. Doria mandou em dezembro passado um novo texto ao projeto e pretende votar na próxima semana.

Os dados da secretaria de Educação mostram que a adesão à greve cresceu nesta semana. Enquanto 37% das escolas funcionaram normalmente na segunda-feira, essa realidade só foi identificada em 7% das unidades na terça.

Segundo o presidente do Sinpeem (um dos sindicato de professores municipais), o vereador Claudio Fonseca (PPS), a reivindicação é pela retirada do tema da pauta. "Não há porque aumentar a alíquota, o que precisa é ter racionalidade com os recursos. O problema é a má gestão do Iprem [Instituto de Previdência Municipal]", diz.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A Secretaria de Educação diz lamentar os transtornos causados pela paralisação. "Todas as aulas perdidas serão repostas", diz em nota.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline