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Ex-chefe de inteligência de Chávez é preso por suposta conspiração na Venezuela

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - As forças de segurança da Venezuela prenderam nesta terça-feira (13) Miguel Rodríguez Torres, dissidente chavista e ex-chefe de inteligência de Hugo Chávez, sob a acusação de conspiração contra o ditador Nicolás Maduro.

Rodríguez Torres, que também foi ministro do Interior no primeiro ano de Maduro na Presidência, foi capturado em um hotel de Caracas após discursar em um evento de mulheres chavistas contrárias ao atual mandatário.

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Segundo participantes, ele disse que precisava sair com urgência do palco. Minutos depois, foi levado a um carro do Sebin (Serviço Bolivariano de Inteligência), a polícia política chavista, que ajudou a criar e chefiou até 2013.

As imagens da prisão foram gravadas por seguidores de Rodríguez Torres e publicadas na internet. Em nota na TV estatal VTV, a Presidência declarou que o dissidente participava de complôs para desunir as Forças armadas.

"Sua prisão era pedida pela Justiça por estar envolvido em ações contra a paz. As ações criminosas planejadas por este homem e seus cúmplices incluíam ações armadas e conspirações contra nossa Constituição."

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A prisão acontece dias depois que o regime expulsou ou removeu 24 oficiais ativos e da reserva das Forças Armadas também sob a acusação de traição à pátria ou conspiração, e de prender outros nove pelo mesmo motivo.

Um dos militares liderados por Chávez na tentativa de golpe de Estado de 1992, Rodríguez Torres foi o responsável por reformar a área de inteligência do Estado venezuelano e de sua associação com as forças de segurança.

Sendo ministro de Maduro, dirigiu a repressão aos protestos dos rivais do mandatário em 2014 e a investigação das mortes nas manifestações, sendo um dos responsáveis pela prisão do dirigente opositor Leopoldo López.

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No ano seguinte, porém, deixou o governo e cresceu sua oposição a Maduro conforme aumentava a crise econômica e humanitária. Diferentemente de 2014, ele cobrou reação do mandatário à crise durante os protestos de 2017.

Também era cotado a ser candidato à Presidência neste ano, mas em fevereiro teve seus direitos políticos cassados por uma suposta sonegação fiscal. A manobra foi considerada mais uma forma de o ditador limitar a dissidência.

No discurso antes de ser preso, defendeu o boicote à eleição presidencial e citou que só seria possível participar se a diretoria do CNE (Conselho Nacional Eleitoral) fosse trocada e houvesse observação internacional independente.

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"Se essas condições forem alcançadas devemos selecionar um candidato para começar o processo eleitoral para transformar a realidade que vivemos hoje", disse, repetindo as mesmas reivindicações da oposição à direita.

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