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Novo presidente do DEM defende manutenção de Ministério da Segurança

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GUSTAVO URIBE E JOSÉ MARQUES

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O novo presidente do DEM, ACM Neto, defendeu nesta quarta-feira (7) que o próximo presidente do país mantenha o Ministério da Segurança Pública.

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Para ele, a pasta, que foi criada em caráter extraordinário pelo presidente Michel Temer, deve se tornar efetiva e tem de ser fortalecida pelo próximo mandatário do Palácio do Planalto.

Nesta quinta-feira (8), o prefeito de Salvador irá assumir o posto em convenção nacional do DEM, que lançará o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), como pré-candidato à sucessão presidencial.

"O ministério tem de se tornar do Estado brasileiro, e não só iniciativa desse ou daquele governo. Qualquer que seja o próximo presidente, de qualquer partido, caso tenha compromisso efetivo com o tema do combate à violência, deve manter e fortalecer a pasta", disse.

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Em uma sinalização de distanciamento do partido em relação ao atual governo federal, ACM disse que Maia não será candidato "nem do governo nem da oposição".

"Ele será o candidato do DEM e do ideário que estamos construindo. Ele será apresentado na convenção nacional do partido", disse.

ACM participou nesta quarta de reunião do presidente com prefeitos das capitais do país, realizada no Palácio do Planalto.

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No encontro, foi anunciada uma linha de crédito do BNDES no valor de R$ 10 bilhões para equipar as guardas municipais.

DECRETO

Após a reunião, o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), voltou a falar sobre o decreto que estendeu para ex-prefeitos os serviços de segurança pessoal prestados pela Polícia Militar ao chefe do Executivo da capital paulista.

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Ele disse que reembolsará à prefeitura os custos do serviço, como faz atualmente com o salário de prefeito. Doria deve deixar o mandato em abril para concorrer ao governo.

Segundo o prefeito, a norma foi criada sob a mesma justificativa que confere proteção policial a ex-presidentes e ex-governadores. ?Você, quando está num cargo público, tem que assumir responsabilidade e ter atitudes de confronto muitas vezes, inclusive com facções criminosas. E essas facções criminosas ameaçam evidentemente o agente público em diferentes níveis?, afirmou.

Para Doria, a proteção não pode ser apenas de agentes de segurança privados. ?Eu mesmo tenho [segurança particular] nas minhas residências, há muitos anos, e também proteção pessoal, desde o tempo em que era empresário. Não é esse tipo de proteção, tem que ter envolvimento com a Polícia Militar, com a inteligência da Polícia Civil e, no caso de São Paulo, com a inteligência da Guarda Civil Metropolitana.?

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O prefeito diz que pretende usar a parte paulistana do empréstimo de R$ 10 bilhões do BNDES para ações de segurança em cidades brasileiras em monitoramento eletrônico, como câmeras de segurança e drones.

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