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Saída de empresa brasileira da Itália vira questão eleitoral

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DIOGO BERCITO

MADRI, ESPANHA (FOLHAPRESS) - Os planos da firma brasileira Embraco de transferir uma de suas fábricas da Itália para a Eslováquia se transformaram nesta semana em um importante tema eleitoral. Italianos votam em 4 de março preocupados, entre outras questões, com um desemprego de 11%. A empresa de compressores controlada pela americana Whirlpool deve eliminar 497 postos de trabalho no país.

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O ministro italiano do Desenvolvimento Econômico, Carlo Calenda, disse na terça-feira (20) que as regras da União Europeia estão ajudando nações mais pobres a tomar as vagas de emprego das mais ricas. Ele levou o caso a Bruxelas, ao escritório da comissária europeia para a competição, Margrethe Vestager.

Calenda diz que subsídios europeus a economias menores, caso da Eslováquia, fazem com que elas tenham custos operacionais mais baixos. "Essa é uma questão evidente em que o sistema não está funcionando como deveria", afirmou a jornalistas.

Segundo o governo italiano, a Eslováquia deve receber o equivalente a R$ 80 bilhões de fundos estruturais europeus entre 2014 e 2020 ?subsídios que usa para atrair multinacionais como a Embraco, acusam essas autoridades.

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Outras empresas tomaram decisões semelhantes, como o conglomerado americano Honeywell, que também anunciou o fechamento de uma fábrica e sua transferência para a Eslováquia.

Em protestos nesta semana, funcionários da Embraco se acorrentaram aos portões da filial. "Não vou desistir. Esta é a minha fábrica, que me alimentou por 25 anos", disse Daniele Simoni à agência de notícias italiana Ansa.

A Embraco não respondeu a um pedido de entrevista sobre o caso, mas emitiu uma nota oficial. "Essa decisão foi motivada pelo cenário competitivo e complexidades de longa data que impossibilitavam que a planta fosse lucrativa, apesar de investimentos significativos", afirma o comunicado.

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"A Embraco está ciente de suas responsabilidades para com seus empregados e compromete-se a trabalhar em estreita cooperação com representantes de classe, autoridades públicas e locais a fim de encontrar soluções adequadas e viáveis para as pessoas impactadas", completa a nota.

A empresa, fundada em 1971, é especializada na produção de compressores para refrigeradores. Com 12 mil funcionários em todo o mundo, a firma já atua na Eslováquia desde 1999.

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O caso da Embraco teve um impacto especial nas campanhas eleitorais porque toca em uma das reivindicações de partidos céticos em relação à União Europeia, como o antissistema 5 Estrelas e o ultranacionalista Liga Norte.

Para essas forças políticas, a integração na União Europeia é uma das explicações para o desempenho insatisfatório da economia italiana, cujo PIB deve crescer 1,5% neste ano.

Matteo Salvini, líder da Liga Norte, disse que os planos da Embraco de fechar a unidade em Turim são indício do fracasso do governo italiano do Partido Democrático (centro-esquerda) de negociar as regulações de livre mercado no bloco europeu.

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"Posso garantir que, com um governo Salvini, esse sistema que está matando italianos será derrubado", disse ele, segundo a Ansa. A Liga Norte é conhecida por uma plataforma contrária à migração e à integração europeia. A baixa competitividade da indústria nacional está relacionada também a uma burocracia descrita por empresários locais como ineficiente, impactando suas operações.

O presidente do Parlamento europeu, o italiano Antonio Tajani, afirmou que o caso das demissões da Embraco é "inaceitável e mostra por que razão a Europa precisa mudar "rapidamente". Tajani é uma das apostas de premiê no caso de a coalizão de centro-direita vencer o pleito.

Uma pesquisa do Termômetro Político prevê que essa aliança terá 37,5% dos votos. O partido antissistema 5 Estrelas aparece com 26,3%. O Partido Democrático, por sua vez, deve receber 21,3%. A sondagem foi feita com 4.500 pessoas de 12 a 16 de fevereiro e a margem de erro não foi divulgada.

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