Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Geral

publicidade
GERAL

Após imbróglio, hospitais comprarão diretamente droga para tratar câncer infantil

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

GEORGE ARAVANIS

AMERICANA, SP (FOLHAPRESS) - O Ministério da Saúde informou que os hospitais oncológicos habilitados pelo SUS voltarão a ser responsáveis pela compra de L-asparaginase.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

O remédio contra câncer infantil está no centro de uma polêmica que se arrasta desde o início do ano passado, quando o governo importou um medicamento chinês contestado por entidades médicas e depois proibido pela Justiça.

A L-asparaginase é fundamental no tratamento de leucemia linfoide aguda, tipo de câncer mais comum entre crianças e adolescentes.

A justificativa da União para interromper a compra da droga é que agora o Brasil tem um remédio do tipo com registro na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e preço estipulado pelas autoridades, o Oncaspar que obteve registro ano passado. Por isso, os hospitais podem comprar diretamente de um fornecedor nacional, sem burocracias de importação.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Hoje, os hospitais já podem adquirir o remédio de onde quiserem, mas há empecilhos, e por isso o Ministério da Saúde compra e distribui o medicamento.

O governo federal vai fornecer L-asparaginase por mais seis meses e sob demanda, isso se o fabricante vencedor da última licitação, também chinês, conseguir comprovar, por estudos clínicos, a eficácia da droga.

O governo informou ainda que vai aumentar o valor do repasse aos hospitais no início do tratamento, quando os custos são maiores, e deve reduzi-lo no fim hoje, cada hospital recebe cerca de R$ 1.700 por criança durante todo o processo, que dura cerca de três anos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O Ministério da Saúde começou a importar L-asparaginase e distribuí-la aos hospitais em 2013, por falta do remédio no mercado farmacêutico. O produto comprado entre 2013 e 2016 era o Aginasa, fabricado no Japão em parceria com a Alemanha.

No início de 2017, o governo passou a importar o LeugiNase, remédio chinês que custava menos de 1\4 do antecessor e era desconhecido da classe médica. Teve então início um embate entre entidades médicas, contrárias ao uso de um medicamento desconhecido, e o governo federal.

O caso foi parar na Justiça, que em setembro proibiu a União de comprar e distribuir o LeugiNase, sob a justificativa de que não havia provas que o remédio foi testado em humanos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em dezembro, o Ministério da Saúde realizou pregão eletrônico para compra de nova marca de L-asparaginase, e o menor preço foi oferecido por outro laboratório chinês, fabricante do Leucospar. Mas mesmo com o veto judicial, houve hospital que recebeu novos lotes do medicamento chinês pela rede.

O anúncio de que o Ministério da Saúde só vai comprar L-asparaginase por mais seis meses ocorreu em 8 de janeiro, justamente o dia em que uma reunião do órgão governamental com entidades médicas e farmacêuticas analisou documentação da fabricante do Leucospar. Entidades contestaram documentos apresentados pelo laboratório chinês e o governo pediu informações complementares ao fabricante sobre estudos clínicos e de farmacovigilância.

Agora, a compra só será efetivada, diz o Ministério da Saúde, quando as entidades médicas que participaram da reunião aprovarem estes documentos. Mesmo se efetuada, a aquisição do Ministério da Saúde só abastecerá hospitais por mais seis meses.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

PROCESSO

Em janeiro, o Ministério Público Federal pediu a condenação de cinco funcionários do Ministério da Saúde e da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) por improbidade administrativa em virtude da compra do LeugiNase.

O MPF entendeu que, ao comprar um medicamento de eficácia não comprovada, os órgãos submeteram crianças brasileiras com câncer à condição de cobaias. A Anvisa informou que não foi notificada e que agiu de acordo com a legislação.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV