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'Não estamos conseguindo deter guerra entre facções', diz Pezão

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GUSTAVO URIBE, TALITA FERNANDES e RUBENS VALENTE

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, disse nesta sexta-feira (16) que o Estado do Rio de Janeiro "tem pressa" e "tem urgência" para solucionar o problema de segurança pública. "Neste momento precisamos muito da intervenção."

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A declaração foi feita em cerimônia no Palácio do Planalto durante a qual o presidente Michel Temer (MDB) assinou um decreto de intervenção federal no Estado fluminense.

"Nós, só com a polícia militar e a polícia civil a a Polícia Civil não estamos conseguindo deter a guerra entre facções no nosso Estado", disse. "E ainda com o componente grave que são as milícias."

Pezão aproveitou sua fala para dizer que o Rio de Janeiro deveria ter contado com um apoio especial da União para a segurança desde que deixou de ser capital do país, na década de 1960. "Deveríamos ter uma forma de ter o apoio da segurança pública. Pagamos um preço por uma ação desordenada", disse.

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O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), classificou o momento como "difícil" para a população da cidade e do Estado do Rio. "Chegamos a um ponto que temos certeza que não foi vontade do governador e de nenhum dos moradores do Rio. A situação, sem dúvida nenhuma, requer atitudes mais contundentes", declarou.

Maia, que inicialmente resistiu à ideia de intervenção em seu Estado, disse que a decisão tomada por Temer foi de coragem. "É uma decisão que eu tenho certeza que nenhum carioca e nenhum fluminense queria estar passando. Esse talvez seja o último caminho, a última oportunidade de recuperar o Estado para a nossa população."

Ele ressaltou a importância de que as ações sejam feitas de forma bem planejada para serem efetivas e disse que o momento atual reforça a necessidade de agenda do Congresso se voltar para a temática da segurança pública, como foi anunciado na abertura do ano Legislativo na semana passada.

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O presidente da Câmara defendeu a aprovação de leis "mais duras" para o combate ao crime organizado e ao tráfico de armas. "Precisamos dar um passo à frente e além da intervenção. As leis precisam ser mais duras e o enfrentamento ao tráfico precisa de leis mais modernas e mais duras".

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