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Wes Anderson abre Festival de Berlim com recepção morna 

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GUILHERME GENESTRETI*

BERLIM, ALEMANHA (FOLHAPRESS) - O diretor americano Wes Anderson soltou os cachorros na abertura do Festival de Berlim, na manhã desta quinta (15), mas colheu uma recepção tão morna quanto ração amanhecida.

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Ao menos, foi assim que a imprensa recebeu sua nova animação, "Ilha de Cachorros" -com muito menos entusiasmo do que em ocasiões anteriores neste festival, quando o texano exibiu "O Grande Hotel Budapeste" (2014) e "A Vida Marinha com Steve Zissou" (2004).

Seu novo filme, que estreia em junho no Brasil, usa bonecos filmados em estilo stop-motion para contar a história de um garoto japonês, Atari, que sai em busca de seu cão, Spots (voz de Liev Schreiber).

O mote que desenrola a trama é a decisão do tio de Atari, o prefeito da cidade, de banir dali todos os cachorros e manda-los para uma ilha-lixão, incluindo Spots.

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Para buscar seu cãozinho, o menino recebe a ajuda de uma matilha desgarrada formada pelo vira-lata Chief (Bryan Cranston) e outros peludos exilados (Edward Norton, Bill Murray, Jeff Goldblum e Bob Balaban).

"Tínhamos a ideia de fazer uma história sobre cachorros num lixão. E também queríamos falar sobre nosso amor pelo cinema japonês", disse Anderson, que escreveu o roteiro com seus parceiros constantes Roman Coppola e Jason Schwartzman.

O filme também reúne entre os dubladores um elenco que frequentemente mostra as caras nos seus filmes: além dos já citados, há vozes de Tilda Swinton, Frances McDormand, Scarlett Johansson e Harvey Keitel.

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"O bom da animação é que um ator nunca pode recusar alegando indisponibilidade: pode-se gravar a voz em qualquer lugar e a qualquer hora", brincou o diretor.

Seus "tiques" cinematográficos estão todos ali: seus enquadramentos típicos, a expressiva paleta de cores e as feições abobadas dos personagens -marcas de um diretor frequentemente criticado por ter mais estilo do que propriamente conteúdo.

De alguma forma, contudo, é um filme com mais ressonância política do que os demais. Greta Gerwig, indicada ao Oscar pela direção de "Lady Bird", dá voz a uma estudante que confronta o governo pela decisão de banir os cachorros.

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"O mundo começou a mudar enquanto fazíamos o filme, e pensamos que era o momento certo para lança-lo", disse Anderson, sem citar nominalmente político algum.

Numa edição ainda mais politizada do que o habitual e com filmografias que vão do Sri Lanka a Guiné Bissau, a 68ª edição do Festival de Berlim tem em Ilha de Cachorros o seu provável título mais pop e certamente aquele com mais nomes hollywoodianos.

A conversa com a imprensa que se seguiu à exibição do filme teve todos os lugares preenchidos, ovações a Greta Gerwig (lembrada por ser a única mulher a disputar o Oscar de direção neste ano) e perguntas sobre quais as raças de cão que os atores têm em casa (Jeff Goldblum tem um poodle de pelo avermelhado).

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Bill  Murray resumiu o que sente em ser uma entre tantas vozes famosas no filme. É como estar no clipe de "We Are The World".

#ME TOO

No primeiro dos grandes festivais de cinema a ocorrer após a onda de denúncias de assédios, o assunto reverberou logo na abertura.

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Presidente do júri desta edição, o cineasta alemão Tom Tykwer ("Corra, Lola, Corra") afirmou que o tema precisa ser discutido sob o ponto de vista do conteúdo, e não dos indivíduos acusados.

"É sobre ética e abuso de poder. Só que às vezes não se fala disso, mas sim de pessoas se comportando mal, e se aponta o dedo a essas pessoas", afirmou à imprensa na abertura do Festival de Berlim.

Nesta edição, a mostra alemã tratará do tema dos assédios em um seminário e terá um espaço para que vítimas de eventuais abusos procurem aconselhamento.

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*O jornalista GUILHERME GENESTRETI se hospeda a convite do Festival de Berlim

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