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Após morte de macaco, SP inclui três distritos em mutirão contra febre amarela

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Mais três distritos da zona sul de São Paulo foram incluídos na campanha emergencial de vacinação contra a febre amarela após um sagui ter sido encontrado morto na região. Santo Amaro, Campo Belo e Campo Grande já estão vacinando a população em cinco postos de saúde.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o macaco foi encontrado já sem vida na área de uma residência de Santo Amaro e exames confirmaram, na última sexta-feira (9), que ele havia contraído febre amarela. O local de infecção, no entanto, não foi determinado já que este tipo de animal se desloca por grandes distâncias.

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Assim, chega a 23 o número de distritos (a cidade tem 96) envolvidos no mutirão, que acontece desde 25 de janeiro aplicando vacinas fracionadas ?e padrão no caso dos grupos sem recomendação para a dose reduzida. Os novos postos incluídos são UBS Jardim Aeroporto, Campo Grande, Vila Arriete, Santo Amaro e Chácara Santo Antonio.

De acordo com a pasta, será priorizada nestes postos a vacinação de pessoas que moram ou trabalham na região incluída na campanha. Com isso, elas deverão apresentar comprovante de residência ou de trabalho.

Durante o feriado de Carnaval dois postos satélites já tinham sido montados na região e vacinaram mais de 10 mil pessoas nos três distritos.

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Por precaução, também foram fechados três parques da região. São eles: parque Severo Gomes, na Granja Julieta; parque do Cordeiro (Martin Luther King), no Santo Amaro; e parque Chuvisco, no Jardim Aeroporto. O parque Linear Invernada, no Campo Belo, também tem a recomendação para não ser visitado.

CONFIRMADOS

Na semana passada, o litoral paulista, o ABC paulista e a cidade de São Paulo registraram os primeiros casos autóctones (contraídos no local) de febre amarela.

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O caso da capital paulista é de um homem de 29 anos morador do Tremembé, na zona norte. Ele frequentava semanalmente um local contíguo ao Parque Estadual da Cantareira, perto da divisa de Mairiporã, cidade da Grande São Paulo onde já foram registrados 105 casos. O paciente não tinha se vacinado.

A Secretaria Municipal de Saúde, ligada à gestão do prefeito João Doria (PSDB), reforça se tratar de um caso silvestre da doença --ou seja, contraído em área de mata, por meio de mosquitos como Haemagogus ou Sabethes.

Desde 1942 não são registrados casos de febre amarela urbana no Brasil. Apesar disso, especialistas reforçam a necessidade de vacinação diante do risco de circulação urbana por meio do mosquito Aedes aegypti, cujo habitat são as cidades e que já é transmissor de doenças como zika, dengue, chikungunya.

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Do início de 2017 até agora, a Secretaria Estadual de Saúde contabiliza 186 casos da doença no Estado, sendo que 65 resultaram em morte.

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