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Chefe de gabinete de Trump está disposto a renunciar, diz jornal

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ESTELITA HASS CARAZZAI

WASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS) - Chefe de gabinete do presidente Donald Trump e uma das maiores autoridades da Casa Branca, o general John Kelly está com o cargo em risco.

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Segundo o jornal "The New York Times", Kelly afirmou nesta sexta (9) que estaria disposto a renunciar, dias após o afastamento de um alto assessor da Casa Branca, Rob Porter, acusado de agredir duas ex-mulheres.

As agressões, denunciadas à polícia e documentadas em fotos, chocaram a equipe e até mesmo o presidente, que ficaram surpreendidos com a notícia.

Parte da equipe responsabiliza o chefe de gabinete por não ter informado a situação de Porter, demitindo o assessor antes que o caso viesse à tona. As acusações contra ele, que afirma ser inocente, constrangeram a Casa Branca, em especial num momento em que denúncias de assédio sexual e violência contra mulheres têm ganhado destaque nos EUA como parte do movimento #MeToo.

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Para alguns membros do governo, Kelly não foi transparente na forma como lidou com o caso. As acusações contra Porter foram reportadas ao FBI, mas o chefe de gabinete disse que não tinha detalhes sobre elas. Porta-vozes da Casa Branca chegaram a defender Porter e seu desempenho à frente do cargo, e só depois tiveram conhecimento da gravidade das suspeitas.

O caso Porter não é o único que pesa na balança de Kelly, porém.

As relações do presidente com o general aposentado, que assumiu o posto em julho passado, andam deterioradas. Assessores afirmam que Trump tem se queixado de Kelly. O portal Axios noticiou que o republicano estaria inclusive sondando possíveis substitutos para o cargo.

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O general criticou Trump em reunião recente com congressistas, dizendo que nem tudo o que se falava na campanha era possível, e que a promessa do muro na fronteira com o México, por exemplo, era mal informada.

Isso não quer dizer, porém, que sua saída seja iminente ou mesmo provável. Outros membros do governo Trump, como Rex Tillerson (secretário de Estado), também já passaram por más fases no relacionamento com o presidente e ainda assim permanecem no cargo.

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