Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Geral

publicidade
GERAL

Acordo alemão propõe criação de Fundo Monetário Europeu

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

DIOGO BERCITO

MADRI, ESPANHA (FOLHAPRESS) - Concordando com a necessidade de um maior investimento na União Europeia, os principais partidos alemães propuseram nesta quarta-feira (7) a criação de um fundo permanente para a zona do euro. Essa proposta está no acordo de coalizão travado entre a conservadora Angela Merkel e o social-democrata Martin  Schulz.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

A proposta, ainda não detalhada, é de que o fundo europeu de resgate atual, de caráter temporário, seja transformado em um Fundo Monetário Europeu com base na legislação do bloco econômico -seria um equivalente regional do Fundo Monetário Internacional.

O objetivo desse novo fundo, sem o controle direto de nenhum governo nacional mas sob supervisão do Parlamento Europeu, é proteger a zona do euro de crises financeiras. A zona do euro é a união monetária entre os países que adotaram o euro como moeda oficial -ou seja, não inclui o Reino Unido, onde circula até hoje a libra.

Essa ideia é defendida por Schulz, líder do SPD (Partido Social-Democrata). Sua sigla deve assumir as Finanças da Alemanha e promete aliviar, assim, o ciclo de austeridade promovido até recentemente pelo conservador Wolfgang Schäuble.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

As mudanças estruturais propostas pelo SPD têm o apoio do presidente francês, Emmanuel Macron, que tem insistido na necessidade de integrar ainda mais a União Europeia, em meio aos desafios enfrentados pelo bloco nos últimos anos - entre eles, o brexit, a decisão britânica de deixar o grupo em meados de 2019.

A criação do Fundo Monetário Europeu, no entanto, enfrenta a resistência de diversos outros países-membros, como a Áustria e a Holanda. O governo alemão é ciente, também, de que uma importante parte de seu eleitorado é contrária à maior integração europeia, um sentimento que alimentou o crescimento do partido de direita ultranacionalista  AfD (Alternativa para a Alemanha).

Ainda em âmbito europeu, o acordo de coalizão sugere que gigantes da internet como Google, Apple, Facebook e Amazon paguem impostos justos na Europa. Essas empresas têm sido alvo de uma série de críticas dentro do bloco e foram multadas em diversas ocasiões por práticas consideradas desleais pelos reguladores europeus -elas são citadas por nome no texto do acordo desta quarta-feira.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Essa cobrança é uma reivindicação de Schulz, também com o apoio do governo francês. O ministro francês das Finanças, Bruno Le Maire, afirmou à agência de notícias Reuters que a UE deve adotar leis no início do ano que vem para que as gigantes de tecnologia paguem mais impostos.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV