Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Geral

publicidade
GERAL

Em meio à pressão por renúncia, Zuma faz reunião de emergência

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O presidente da África do Sul, Jacob Zuma, convocou uma reunião de emergência de seu gabinete para esta terça-feira (6) em meio à pressão de seu partido para que renuncie ao cargo. 

A Presidência sul-africana não divulgou os motivos do encontro e seu porta-voz disse que a reunião estava marcada para quarta (5) e foi simplesmente adiantada sem uma razão especial. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Zuma, 75, está envolvido em uma série de escândalos de corrupção, o que deu início ao movimento para tirá-lo do cargo -seu mandato acaba em 2019. 

No domingo (4), líderes do CNA (Congresso Nacional Africano), partido de Zuma, se encontraram com o presidente em sua residência para discutir o futuro político da África do Sul.

Segundo a imprensa local, Zuma recusou na ocasião um pedido para que renunciasse ao cargo. Por isso, o CNA marcou para esta quarta (7) um encontro de sua cúpula para debater o que fazer na sequência.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os partidos de oposição também querem a saída do presidente e pediram que ele adiasse o discurso do Estado da União que faria no Parlamento na quinta (8).

De acordo com a agência de notícias Reuters, o presidente da Casa, Baleka  Mbete, estuda a possibilidade adiar o discurso para depois do dia 22, quando o Parlamento deve votar uma moção de não-confiança contra Zuma, que poderia tirá-lo do cargo. 

Eleito em 2009 e reeleito cinco anos depois, Zuma vem perdendo poder desde o início dos escândalos de corrupção e vive uma queda de braço com seu vice, Cyril Ramaphosa. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

As principais denúncias contra o presidente envolvem uma série de reformas feitas em sua casa e pagas com dinheiro público e sua ligação com os Gupta, influente família que é acusada de subornar diversas autoridades sul-africanas. 

Em dezembro de 2017, a candidata apoiada por Zuma, sua ex-mulher Nkosazana Dlamini-Zuma, perdeu uma apertada disputa para ser a nova líder do CNA para Ramaphosa, que assim virou o favorito para substitui-lo no comando do país na eleição de 2019.  

Caso Zuma renuncie ou sofra o impeachment, porém, Ramaphosa já assumiria o país imediatamente.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Parte da cúpula do CNA teme que a derrocada da popularidade do atual presidente prejudique o partido nas próximas eleições, abrindo espaço para a oposição, e por isso quer que ele deixe o cargo. A sigla, que tem como maior símbolo o ex-presidente Nelson Mandela (1918-2013), comanda o país desde o fim do apartheid, em 1994.  

Em 2016, o presidente Zuma chegou a enfrentar uma votação de impeachment, mas obteve vitória.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV