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EUA pedem à região "rapidez" com Caracas

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SYLVIA COLOMBO

BUENOS AIRES, ARGENTINA (FOLHAPRESS) - O secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson, disse neste domingo (4) em Buenos Aires, que os países da região "não podem tolerar que a Venezuela não seja uma democracia". "O povo venezuelano merece ser livre", afirmou Tillerson no Palácio San Martín, sede da Chancelaria, ao lado de seu homólogo argentino, Jorge Faurie.

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O americano afirmou ainda que sua viagem pela América Latina, que começou na quinta-feira (1º) e segue até quarta-feira (7) tem como intenção "buscar soluções que acelerem o fim do regime [de Nicolás Maduro] porque a crise humanitária está transformando a situação no país em algo cada vez mais obscuro".

Antes de embarcar, em Austin, nos EUA, Tillerson havia sugerido que um golpe militar no país caribenho seria uma forma aceitável para derrubar o ditador Maduro.

"Na história da Venezuela e dos países sul-americanos, às vezes os militares são o agente da mudança quando as coisas estão tão ruins e a liderança não serve ao povo", afirmou. A declaração foi amplamente rechaçada pelo governo venezuelano e também por países da região, cujo histórico de golpes militares ainda é uma memória presente.

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No domingo, após almoçar com Faurie e vários ministros argentinos, o secretário norte-americano deu declarações à imprensa.

Questionado sobre possíveis novas sanções que os EUA possam impor ao país caribenho, inclusive com relação à compra de petróleo, Tillerson disse que esta se trata de "uma possibilidade" e que é um dos temas que ele quer debater com países latino-americanos pelos quais irá passar --os EUA ainda são os principais compradores de petróleo venezuelano.

O chanceler ressaltou, porém, que não aprova sanções que afetem a população: "Nossas desavenças são com o regime venezuelano, não com a população do país".

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O norte-americano não especificou que medidas poderão ser tomadas pelos EUA e os países vizinhos da Venezuela, mas acrescentou que ele e o chanceler argentino discutiram "passos adicionais para fazer com que o calendário eleitoral venezuelano seja respeitado".

"Queremos eleições livres, justas e verificáveis, com o retorno da independência das instituições", declarou.

Em janeiro, Maduro anunciou que as eleições presidenciais na Venezuela, esperadas para este ano mas até então sem data, ocorrerão em abril. O regime também vem bloqueando possíveis candidaturas de oposição.

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Tillerson insistiu em que a situação merece uma decisão mais urgente. "Temos de chegar a um final mais rápido. Estamos olhando novas opções, mas temos preocupação de não afetar também a outros países da região."

Faurie, por sua vez, acrescentou que a posição da Argentina continua a de não respeitar o processo político atual. "Não reconhecemos o processo eleitoral como está sendo desenhado e nem a escalada autoritária na Venezuela. Não reconhecemos a Assembleia Nacional Constituinte, e queremos o fim da proscrição dos políticos opositores, impedidos de participar de eleições", disse.

"Aderimos a todos os mecanismos a nível regional que permitam não aceitar as decisões ilegítimas do governo de Maduro", completou.

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Indagado se os EUA tentariam impedir a participação da Venezuela na próxima Cúpula das Américas, que ocorre em abril, em Lima, Tillerson disse que essa decisão depende do país anfitrião. "Respeitaremos o que o governo do Peru determinar sobre esse assunto. Porém, caso a Venezuela esteja presente, nosso desafio será ter conversas produtivas nesse encontro."

MACRI

Tillerson visitará nesta segunda (5), na residência de Olivos, o presidente argentino, Mauricio Macri. Na manhã deste domingo, fez vários elogios à Argentina.

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"A relação entre nossos países está ficando cada vez mais forte", afirmou. E acrescentou que os EUA veem Macri como um líder regional que está "mudando seu país com importantes reformas".

De lá, o americano seguirá para Peru, Colômbia e Jamaica, após ter visitado o México. Ele não passa pelo Brasil.

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