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México avalia permitir policiais dos EUA à paisana em voos comerciais

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ESTELITA HASS CARAZZAI

WASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS) - Autoridades do México e dos Estados Unidos estão avaliando a possibilidade de colocar policiais federais dos EUA à paisana em voos comerciais do país latino-americano, a fim de combater organizações criminosas transnacionais.

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A notícia foi dada nesta quarta-feira (31) pela agência Reuters, e confirmada pelo Ministério das Relações Exteriores do México.

Os policiais a serem destacados integram o chamado U.S. Air Marshal Service, ligado ao Departamento de Segurança Doméstica e criado após os atentados de 11 de Setembro. Os agentes atuam em milhares de voos domésticos de companhias americanas a fim de combater o terrorismo.

No caso do México, ainda não está definido se eles voariam apenas em rotas com destino aos EUA, ou com destino ao México, ou em ambos os sentidos, bem como em companhias nacionais. As negociações ainda estão em andamento, e dependem de uma avaliação operacional e dos benefícios da medida.

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A ideia é que os policiais andem armados e ajudem a identificar suspeitas de crime transnacional, como terrorismo, tráfico de drogas, armas ou pessoas, além da infiltração de membros de gangues em território americano -o que tem sido uma das bandeiras do governo de Donald Trump.

Após os atentados de 11 de Setembro, o México chegou a colocar agentes de segurança nacionais em voos com destino aos EUA, para reforçar o combate ao terrorismo.

O país jamais aceitou, porém, que os americanos enviassem seus próprios agentes em voos comerciais mexicanos, muito menos armados.

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A iniciativa faz parte de uma aproximação entre os dois países na área da segurança -e é especialmente estratégica para o México, que quer demonstrar cooperação com os EUA a fim de aliviar as negociações do acordo comercial do Nafta, segundo a Reuters.

O acordo, que Trump quer revisar, é de importância fundamental para a economia mexicana.

EUA e México também planejam criar um órgão bilateral de investigação para combater o crime internacional, bem como o tráfico de opioides (que virou uma epidemia nos EUA) e outras drogas.

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Não há data prevista para a implantação da medida. O governo dos EUA não comentou.

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