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Filho de Bial e Giulia Gam, músico Theozin diz que estudar filosofia o ajuda a compor

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CRIS VERONEZ

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - A primeira vez que Theo Gam Bial, o Theozin, subiu em um palco foi em um evento escolar, aos 13 anos. Ele tocava violão por influência dos pais, o jornalista Pedro Bial e a atriz Giulia Gam, que diziam que ele deveria aprender a tocar pelo menos um instrumento. Pouco tempo depois, começou a cantar. Chegou a montar uma banda e agora, aos 19 anos, se lança em carreira solo.

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Em novembro de 2017, ele lançou o clipe "Pontão", um acústico no estilo "surf music". "Estou animado. A música é maneira. Fala sobre o Leblon [bairro nobre da zona sul do Rio], surfe e natureza. A galera do surfe se amarra nessa música. Meus amigos já estavam pedindo há um tempão."

Em outubro, o cantor apresentou ao público o EP "Presente", com seis músicas que misturam eletrônica e rap, em parceria com o amigo João Pedro de Moura Xavier, 20, o OgrowBeats.

"Lancei o EP no segundo semestre deste ano, mas venho trabalhando nele desde o início de 2016. Só que na verdade a primeira ideia era um CD. O EP surgiu no meio do processo. Quando eu e o Xavier sentamos pra produzir o CD, não conseguimos chegar ao resultado que a gente queria, com as músicas que eu já tinha. Nesse meio tempo de experimentações, acabamos fazendo seis músicas que são as do EP. O CD ficou para 2018, disse, à reportagem.

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O próximo show será no dia 1 de janeiro, na Bahia. A ideia, segundo Theozin, é continuar por lá e fazer mais apresentações durante o verão.

CONEXÃO COM A NATUREZA

Paralelamente ao EP Presente, Theozin lançou também o clipe "Gaia", inspirado nas aulas de filosofia da natureza que acompanhou na faculdade.

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Satisfeito com a repercussão, ele diz que essa é a música com a qual mais se identifica no momento.

"Minha música favorita depende muito da fase que estou vivendo. Muda muito. Atualmente é essa. No show, todo mundo canta junto comigo. Ela tem sido bem importante para mim."

A letra da canção, inspirada no conceito de intrusão de "Gaia", formulado por Isabelle Stengers em seu livro "No Tempo das Catástrofes", é uma reflexão sobre a falta de cuidado das pessoas com a vida, sobre a relação das pessoas com a terra.

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"Faço faculdade de filosofia. Sempre fui interessado por sustentabilidade, sempre tentei fazer a minha parte, mas como comecei a estudar o olhar filosófico sobre essa questão, comecei a ter muitas ideias do que falar em uma música. Não queria só falar de uma forma que todo mundo fala. Queria passar uma mensagem mais implícita, e a filosofia me ajudou a criar os conceitos da letra de 'Gaia'. De forma que não ficasse em um tom de lição de moral, mas que ajudasse as pessoas a pensar sobre o assunto."

Sobre a carreira independente, Theozin afirma que existem prós e contras, e que futuramente pensa em fechar uma parte do seu trabalho com alguma gravadora.

"O bom de ser independente é que posso fazer tudo do meu jeito. Posso ficar o tempo que eu quiser dentro do estúdio, participo de todas as etapas da produção da música e ela acaba ficando mais a minha cara. Por outro lado, não tenho a divulgação que uma gravadora tem, acabo demorando um pouco mais para lançar as músicas, o som no padrão do mercado, etc. Só que isso me fez aprender muito, porque eu crio um olhar de produtor, além do olhar do artista."

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APOIO DOS PAIS

Theozin diz que não se incomoda quando alguém vincula seu nome ao de Pedro Bial ou Giulia Gam. Ele diz, inclusive, que os pais sempre o apoiaram na carreira de cantor e que o ajudam. Bial dá suporte ao filho em relação aos equipamentos musicais e a mãe o ajuda com a parte artística.

"Não tenho problema nenhum em vincular meu nome ao deles, mas gosto de fazer o meu. Quero que me reconheçam pelo que eu sou, e não por eu ser filho de alguém. Acho legal quando as pessoas curtem meu som antes de saber disso. Rola um certo preconceito quando a gente é filho de famoso, e acho também que foi por isso que optei por ser artista independente. Não tem como falarem que existe alguém por trás do meu trabalho."

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