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Em 10 horas, ações policiais deixam 5 suspeitos e um policial mortos no Rio

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RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Ao menos seis pessoas morreram em três operações policiais realizadas em pontos diferentes do Rio de Janeiro entre as 6h e às 16h desta terça-feira (30). Entre os mortos estão cinco suspeitos e um tenente da Polícia Militar, de 30 anos.

Uma das operações acontece na favela do Jacarezinho (zona norte) para localizar e prender suspeitos da morte do delegado Fábio Monteiro. De acordo com a Polícia Civil, três suspeitos foram baleados no local, mas não resistiram aos ferimentos. Outras 12 pessoas foram detidas e encaminhadas para a Cidade da Polícia.

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O corpo do delegado foi encontrado na favela do Arará (em Benfica, também na zona norte), em 12 de janeiro, com marcas de tiros e sinais de tortura. De acordo com as investigações, ele foi assassinado por traficantes do Jacarezinho.

Uma outra operação, essa da Polícia Militar, também deixou mais dois suspeitos mortos na Rocinha (zona sul). A comunidade tem registrado tiroteios e operações policiais nos último dias. Na última quinta (25), um PM morreu em uma dessas ações e outro ficou ferido.

A terceira ação desta terça aconteceu na favela Parque Royal, na Ilha do Governador (zona norte) e resultou na morte do tenente Eduardo de Barros Almeida, 30. Segundo a PM, os policiais foram recebidos a tiros por criminosos. O oficial chegou a ser levado para o Hospital Municipal Evandro Freire, mas não resistiu aos ferimentos.

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ALERTA

A página OTT (Onde Tem Tiroteio), que faz um mapeamento não oficial de confrontos armados na cidade, publicou no Facebook, por volta das 7h, um alerta para os moradores da região do Jacarezinho. A troca de tiros teria ocorrido nas localidades conhecidas como Fundão e 15, logo na chegada dos policiais.

Usuários também relataram o clima de instabilidade na favela. "Parece até despertador", afirmou Carlos Melo Mallet, no Facebook. "O povo do Jacarezinho não tem paz", respondeu Gabriel Lima.

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A ação na favela da zona norte também visa o cumprimento de mandados de prisão contra criminosos investigados pelo assassinato do policial civil Bruno Guimarães Buhler, 36, que trabalhava na Core (Coordenadoria de Recursos Especiais), a divisão de elite da instituição.

Buhler morreu após ter sido baleado durante uma operação contra o tráfico no Jacarezinho, em agosto do ano passado. Atingido no pescoço, ele ainda chegou a ser levado para o Hospital Geral de Bonsucesso, mas não resistiu ao ferimento.

Após a morte do policial, a favela conviveu com uma série de operações da polícia e tiroteios diários. Em nove dias, ao menos sete pessoas morreram. Alunos de escolas na região tiveram as aulas suspensas por questões de segurança.

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A Polícia Civil ainda não informou quantas ordens judiciais foram expedidas para a ação de hoje. Segundo reportagem da "TV Globo", oito pessoas haviam sido detidas em flagrante até 9h. Até o momento, não há um balanço oficial.

A comunidade do Jacarezinho é vizinha à Cidade da Polícia, onde trabalhavam os dois policiais assassinados. O local abriga as sedes das delegacias especializadas.

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