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Mais 'densa', quinta MITsp reúne nomes de peso do teatro europeu

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MARIA LUÍSA BARSANELLI

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Em sua quinta edição, que acontece de 1º a 11 de março, a MITsp - Mostra Internacional de Teatro de São Paulo se volta a produções densas, com foco na música e na palavra.

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Transitando por essas linguagens estão dois nomes de peso do teatro europeu: o polonês Krystian Lupa e o suíço Christoph Marthaler, que apresentam seus trabalhos na cidade pela primeira vez.

Lupa encena "Árvores Abatidas", versão do livro de Thomas Bernhard. É uma peça de "tempo dilatado" e diálogos densos, explica Antonio Araújo, diretor artístico da MITsp.

O protagonismo da palavra também está em "Suite n°2", do francês Joris Lacoste, que abre a programação. Segunda parte do projeto "A Enciclopédia da Palavra", a montagem tem sua dramaturgia costurada a partir de diferentes tipos de texto, de cartas de amor a discursos políticos.

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Nuno Ramos é outro a enfatizar a palavra. Ele apresenta "A Gente se Vê por Aqui - 24hs Globo", performance que começa no "Fantástico" e vai até o "Jornal Nacional" do dia seguinte. Dois atores irão reinterpretar, ao vivo, as atrações da TV Globo daquele período.

"Ele desnaturaliza aquelas falas [de apresentadores, atores] e faz uma crítica à espetacularização", afirma Araújo.

Já Marthaler vai da melancolia à comédia em seu "King Size", no qual faz uso de um universo musical extenso -que inclui Schumann e The Jackson 5- para falar do relacionamento de um casal.

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A música ainda está presente em "Hamlet", do dramaturgo e diretor suíço Boris Nikitin. Na montagem da obra de Shakespeare, o performer Julian Meding faz sua música eletrônica "conversar" com um quarteto barroco e interpreta um príncipe da Dinamarca revoltado com a realidade.

Outro eixo temático da mostra trata de história, memória e política, algo visto em "Campo Minado", da argentina Lola Arias, que coloca em cena três ex-combatentes da Guerra das Malvinas (1982) para debater as feridas do conflito.

E também em "sal.", de Selina Thompson, britânica que viajou, em um navio cargueiro, a Gana e à Jamaica para discutir a escravidão e o racismo -tema que permeou as duas últimas edições da MITsp-; e em "País Clandestino", parceria de diretores de cinco países que recriam fatos recentes do noticiário.

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Por último, a mostra debate as questões de migração em "Palmira", do grego Nasi Voutsas e do francês Bertrand Lesca. A peça parte da cidade síria homônima, que teve templos destruídos pelo Estado Islâmico, para falar de vingança e política de destruição.

Esse tema ressurge no projeto "AudioReflex", audioguias que poderão ser escutadas no Museu da Imigração.

Esta edição ainda inaugura a MITbr - Plataforma Brasil. Em caráter experimental e com atrações a definir, o projeto pretende trazer cerca de 15 programadores de festivais estrangeiros para assistirem a uma dezena de produções brasileiras --que terão legendas e programas em inglês.

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A ideia é que a mostra sirva de ponto de partida para a "exportação" de peças. "O que nos motivou foi ver como a produção de teatro e dança brasileira ainda é pouco conhecida lá fora", diz Araújo.

ORÇAMENTO

Mesmo com as novidades, a programação está um pouco mais enxuta em números de espetáculos (nove, contra dez no ano passado), mas voltou a ter os habituais dez dias de evento -em 2017, eles foram reduzidos para oito.

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"Foi um ano bem difícil. Se não foi mais [do que o ano passado, quando cogitou-se não realizar a mostra por falta de verba], foi quase tão difícil", comenta Araújo.

Segundo ele e diretor de produção da MITsp, Guilherme Marques, a edição só foi possível devido às parcerias com instituições estrangeiras, como a polonesa Adam Mickiewicz, a suíça Pro Helvetia, o British Council e a alemã Goethe Institut, que auxiliaram nos valores de cachê e carga.

O orçamento deste ano, que ainda não foi fechado, está estimado em R$ 2,1 milhões (entre apoios, leis de incentivo e aportes diretos), um pouco menor do que os R$ 2,9 milhões do ano passado.

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