Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Geral

publicidade
GERAL

Política externa catapulta popularidade de Macron

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

DIOGO BERCITO

MADRI, ESPANHA (FOLHAPRESS) - Criticado no início de seu governo (era o "presidente dos ricos"), o francês Emmanuel Macron recuperou a popularidade que parecia perdida. Sua tática, emprestada de antecessores, foi apostar em aparições internacionais.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Macron fez mais de 30 viagens ao exterior desde a ida à Alemanha em 15 de maio com que inaugurou o périplo. Apenas em dezembro, esteve em Argélia, Qatar, Bélgica e Níger.

Na quarta (24), no Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça, sintetizou sua meta na política externa: prometeu que "a França está de volta". Foi aplaudido de pé.

Para o diário "Le Monde", os franceses finalmente saboreiam o fim do "French bashing" (surra francesa, em tradução livre), termo que designa a crítica obstinada ao país no mundo anglófono. Com as loas de fora, o público interno tem apreciado seu líder.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A popularidade surpreende, pois Macron parecia seguir a "maldição" do antecessor, o socialista François Hollande, que deixou o Eliseu com 3% de aprovação. Eleito em maio com 66% dos votos, o novato só era aprovado por 43% da população em agosto.

Charmoso, carismático e confortável sob os holofotes, no entanto, o presidente se recuperou. Nos últimos meses, sua aprovação voltou a subir: 10 pontos percentuais de outubro a dezembro, chegando a 52%, segundo o instituto BVA --com margem de erro de 3,1 pontos percentuais.

O levantamento indica que a política externa é fundamental na recuperação de sua popularidade, ao lado da personalidade forte. A revista britânica "Economist" comparou sua política externa ao coelhinho das propagandas de pilhas Duracell: infatigável.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Um de seus êxitos recentes foi desarmar a crise entre Líbano e Arábia Saudita. O premiê libanês, Saad Hariri, fora convocado à capital saudita em novembro. Ali, renunciara ao cargo e, segundo relatos, fora impedido de deixar o país. Hábil, Macron convidou Hariri a visitar Paris, e o premiê pôde por fim escapar.

"Macron usa a Presidência para ser visto como mais 'presidencial', para mostrar que é adequado ao cargo", diz à reportagem Martin Quencez, analista do centro de estudos German Marshall Fund, baseado em Paris.

Pesam contra ele, afinal, a pouca idade --foi eleito aos 39, substituindo um presidente de 62-- e a inexperiência.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Seu ímpeto está relacionado também à percepção de que a janela de oportunidade pode ser breve, afirma Quencez. Três dos países que poderiam protagonizar a política externa perderam relevância temporariamente: EUA, Reino Unido e Alemanha.

Os EUA de Donald Trump têm implementado uma política isolacionista. O Reino Unido, que deixará a União Europeia em 2019, vem sendo escanteado. Por fim, a Alemanha está paralisada desde setembro pelas tratativas para formar o novo governo.

"Não há lideranças alternativas na Europa, e Macron percebeu que pode ser a voz de todo esse bloco", observa o analista. É uma tarefa em que a França conta com duas vantagens estratégicas: poder de veto no Conselho de Segurança da ONU e força nuclear.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Macron implementa o modelo francês de política externa urdido por Charles de Gaulle (1959-69) e consolidado por François Mitterand (1981-95). "É uma política que tenta dialogar com todos", afirma Pascal Boniface, fundador do Instituto de Relações Internacionais e Estratégicas.

Enquanto Trump defende o lema "faça da América grande de novo", Macron alfineta com um "faça do mundo grande de novo". Trump decidiu deixar o acordo climático de Paris --então Macron convidou cientistas americanos para trabalhar na França.

Em paralelo, ambos trocam entusiásticos abraços e apertos de mão em público.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Com a mesma ideia de "ter aliados, mas sem se alinhar", Macron surpreendeu em março ao receber o presidente russo, Vladimir Putin. "Macron sabe que a Rússia é um país que não pode evitar", afirma Boniface.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV