Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Geral

publicidade
GERAL

Doria fecha hotel de ação anticrack de Haddad

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

GUILHERME SETO E THIAGO AMÂNCIO SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)

A gestão João Doria (PSDB) fechou nesta sexta-feira (26) um dos sete hotéis que fazem parte do programa Braços Abertos, lançado pelo ex-prefeito Fernando Haddad (PT) para o atendimento de dependentes químicos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

O hotel Santa Maria, na alameda Barão de Limeira, no centro de São Paulo, foi fechado porque, de acordo com a prefeitura, não apresentava condições mínimas de habitação para os moradores.

Segundo a Prefeitura de São Paulo, dos 28 ocupantes do hotel, 14 foram encaminhados para Centros Temporários de Acolhida (CTAs) e repúblicas terapêuticas; dois se mudaram por conta própria para outro hotel que faz parte do programa; uma pessoa foi enviada para um centro de idosos; uma se internou voluntariamente em um pronto-socorro da Barra Funda; outra decidiu voltar a morar com familiares; três recusaram atendimento; e outras seis não foram localizadas pela prefeitura e estão sendo aguardadas no local.

"[Essas 28 pessoas] foram encaminhadas para CTAs e para repúblicas. Foram disponibilizadas vagas fixas. Não são vagas 16h [como em alguns serviços de saúde], são 24h, onde eles podem morar nos equipamentos", disse o chefe de gabinete da Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social, José Castro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O local foi fechado pela Coordenadoria de Vigilância em Saúde (Covisa). "Foi constatado que o atendimento nos hotéis, primeiro pela condição do próprio imóvel em que eles estavam inseridos, muito fragilizados, quase não tinha atendimento de saúde. E isso queremos garantir que não vai continuar acontecendo nos CTAs e nas repúblicas", disse Castro.

Cerca de 240 pessoas ainda moram em cinco hotéis no centro de São Paulo. Ao todo, somando duas unidades em Heliópolis e Brasilândia, são cerca de 320 contemplados.

Coordenador do programa Redenção, criado pela gestão Doria para combater o uso de crack, o psiquiatra Arthur Guerra disse que a ideia é substituir progressivamente esses hotéis por "outro tipo de pensionato".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Os hotéis estão sendo avaliados, especialmente em termos de vigilância sanitária, para saber o quão insalubre é essa posição hoje", afirmou.

As diárias dos hotéis são pagas pela prefeitura. Para morar nos quartos, os usuários trabalham na varrição de praças da região.

CRÍTICAS

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O fechamento gerou críticas dos movimentos sociais. "O programa Braços Abertos trabalhava com cuidado à liberdade e uma política de redução de danos. Esse hotel, como os outros, era como se fosse a residência das pessoas, com as portas abertas. As pessoas podiam entrar e sair quando quisessem, tinham chave do quarto", diz Marcos Vinicius Maia, membro do movimento A Craco Resiste.

"O Doria disse que estava acabando com a cracolândia, mas está aumentando-a", conclui Maia.

Procurado, o Iabas (Instituto de Atenção Básica e Avançada à Saúde), que administra o hotel Santa Maria, afirmou que pediu repetidas vezes ao proprietário que cuidasse do local.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Por definição contratual, a manutenção do prédio era responsabilidade do proprietário, solicitada repetidamente pelo Iabas. Devido à transferência dos beneficiários para os CTAs, a atuação do Iabas no hotel Santa Maria foi finalizada com o encerramento do contrato de locação", afirmou, em nota.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV