EUA e Reino Unido são 'inseparáveis', diz americano
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DIOGO BERCITO, ENVIADO ESPECIAL
ZURIQUE, SUÍÇA, E SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O presidente dos EUA, Donald Trump, disse nesta quinta-feira (25) em Davos (Suíça), que os EUA e o Reino Unido são aliados inseparáveis, minutos antes de seu encontro com a premiê britânica, Theresa May.
"Creio que estamos perfeitamente alinhados em todos os assuntos", afirmou, apesar dos relatos de que sua relação com a britânica não é boa.
A reunião entre os líderes foi o primeiro compromisso do americano em Davos, onde chegou para participar do Fórum Econômico Mundial. Ele fará um discurso às 11h desta sexta (26), no qual prometeu dar uma mensagem de "paz e prosperidade" ao resto do mundo.
Trump chegou a Zurique na tarde de quinta, pouco antes do planejado, e pegou um helicóptero para Davos.
"Estamos muito felizes de estar aqui. Os EUA estão indo muito bem e vão continuar assim. Serão dois dias muito animados", disse o republicano.
LIVRE COMÉRCIO
Também nesta quinta, em seu discurso em Davos, Theresa May afirmou que o Reino Unido continuará a defender o livre comércio, mesmo após deixar a União Europeia.
Em uma sessão lotada, ela tentou convencer investidores de que o Reino Unido não deixará de ser um bom destino para suas empresas e capital. "O livre mercado leva à tomada de risco que conduziu a grandes avanços", disse, descrevendo o empreendedorismo como "uma força para o bem".
May afirmou que sua estratégia de negócios fará do país "um dos melhores lugares do mundo para fundar e gerenciar uma empresa".
Dentro de sua promessa de que o país será pioneiro em inovação e atraente para investidores, May pediu que redes sociais como Facebook e Twitter se esforcem mais para proteger usuários, em especial as crianças.
"Queremos que o Reino Unido seja um líder em regulações amigáveis à inovação, e isso significa ser o lugar mais seguro do mundo para alguém estar on-line", disse.
"As empresas têm de incrementar suas responsabilidades. Firmas não podem simplesmente cruzar os braços enquanto suas plataformas são utilizadas para facilitar abuso infantil, escravidão moderna ou divulgação de conteúdo extremista."
A UE ainda não iniciou formalmente as conversas sobre um acordo comercial com o Reino Unido para depois de sua saída do bloco. Há crescente receio de que a separação -prevista para março de 2019- seja feita de maneira desordenada. Nesse cenário, a economia britânica deixaria de ter acesso ao mercado comum europeu, com 500 milhões de consumidores.
Esperava-se que May aproveitasse seu discurso para esclarecer os próximos passos do "brexit", o que ela não fez.