Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Geral

publicidade
GERAL

Mutirão da vacina começa com filas, desinformação e apoio policial em SP

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

DHIEGO MAIA, THIAGO AMÂNCIO E DANILO VERPA

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Se a capital paulista está de feriado pelos seus 464 anos de fundação nesta quinta-feira (25), a situação é bem diferente nos postos de saúde da cidade.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Hoje, no primeiro dia da campanha emergencial de vacinação fracionada contra a febre amarela na capital, as unidades básicas de saúde amanheceram com usuários desinformados em filas enormes.

A reportagem visitou unidades da zona sul, última região inserida no mapa das áreas com risco de contaminação após um macaco ter morrido por febre amarela no zoológico.

Nos locais, a falta de senhas de vacinação, que passaram a ser distribuídas pela prefeitura nesta quarta-feira (24), foi a principal causa das aglomerações. Na UBS Vila Praia, distrito de Vila Sônia, guardas-civis precisaram controlar os ânimos das pessoas que, irritadas, se amontoavam numa fila que dobrava o quarteirão, por volta das 8h59.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Uma funcionária do posto precisou se dirigir até a fila para informar as pessoas de que só iriam se vacinar ali quem já estava com a senha em mãos. "Cada posto está fazendo a sua organização. Aqui só vai se vacinar quem tiver com a senha que já foi distribuída ontem [quarta, 24]", disse.

Shirley Franklin, 40, procurou a Unidade Básica de Saúde do Cupecê, no Jabaquara. Saiu de lá sem se vacinar porque o posto está fora da área de sua casa, próximo ao zoológico. Ela disse à reportagem que não sabe se algum agente de saúde passou em sua casa para distribuir a senha. "Trabalho o dia todo fora, se passou, não sei", diz. "Dá uma raiva porque você vem até aqui é não consegue. Agora não sei o que vou fazer."

Quem ainda não recebeu a senha e não é cadastrado em nenhum posto de saúde da capital, pode procurar uma unidade mais próxima de casa durante a vigência da campanha. No local, precisará apresentar um comprovante de endereço e mais um documento com foto para receber a senha e agendar o processo de vacinação.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na UBS Arariba, na Vila Andrade, a fila era grande por volta das 8h, quando o posto abriu. Porém, a situação já estava normalizada por volta das 9h30 ?cerca de 30 pessoas esperavam pela vacina.

Na UBS Maracá, no Capão Redondo, o mesmo problema: muita fila nas primeiras horas do atendimento.

Já na UBS do Cupecê, no Jabaquara, a movimentação era tranquila. A reportagem presenciou muita gente portando a senha de vacinação. Não houve filas no local. Mesmo com horário marcado para as 12h, Vânia Cecilia, 55, preferiu ir cedo à unidade "para não se arriscar". Quando chegou, "separaram a fila das 11h e a fila das 12h. Deu a hora e me chamaram rapidinho, foi super organizado".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

CASA EM CASA

Para alcançar o maior número de pessoas que realmente precisam tomar a vacina, agentes de saúde passarão de casa em casa para distribuir senhas em zonas consideradas prioritárias.

A ação prevê atingir a população que vive nas áreas de risco ?na capital, são 20 distritos das zonas leste e sul da cidade.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Cristina Shimabukuro, coordenadora do departamento de vigilância e saúde da gestão Doria (PSDB), disse que as senhas "serão distribuídas conforme a capacidade que cada unidade de saúde básica tem para vacinar".

O objetivo, segundo Shimabukuro, é reduzir os tumultos e as filas.

DOSE REDUZIDA

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Fracionar a vacina foi a estratégia adotada pelo ministério da Saúde para alcançar mais gente não imunizada. Além da capital paulista, outras 53 cidades do Estado vão receber a vacina. No Rio de Janeiro, a campanha emergencial também começou em 15 cidades nesta quinta.

Dados oficiais mostram, no entanto, que o vírus da febre amarela tem agido rápido e deixado um rastro de vítimas num curto intervalo de tempo. Segundo o ministério da Saúde, a taxa de letalidade provocada pela doença no país atingiu 40,8%.

Até o momento, 130 casos da doença foram confirmados no Brasil, dos quais 53 evoluíram para morte, no período entre julho do ano passado até 23 de janeiro, segundo o ministério. Os dados são repassados pelos Estados, que costumam ter números mais atualizados.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No Estado de São Paulo, por exemplo, a secretaria estadual aponta 86 casos e 36 mortes decorrentes da doença nos últimos doze meses.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV