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Mutirão da vacina começa com filas, desinformação e apoio policial em SP

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DHIEGO MAIA E DANILO VERPA

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Se a capital paulista está de feriado pelos seus 464 anos de fundação nesta quinta-feira (25), a situação é bem diferente nos postos de saúde da cidade.

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No primeiro dia da campanha emergencial de vacinação fracionada contra a febre amarela na capital, as unidades básicas de saúde amanheceram com muita fila e usuários desinformados à procura da imunização.

Em alguns postos, a aglomeração de gente forçou a direção das unidades a chamar apoio de guardas-civis para manter a segurança durante o processo de vacinação.

Na UBS Vila Praia, distrito de Vila Sônia, na zona sul, a GCM controlou os ânimos das pessoas que, irritadas, se aglomeravam numa fila que dobrava o quarteirão, por volta das 8h59.

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Uma funcionária do posto precisou se dirigir até a fila para informar as pessoas de que só iriam se vacinar ali quem já estava com a senha em mãos. "Cada posto está fazendo a sua organização. Aqui só vai se vacinar quem tiver com a senha que já foi distribuída ontem [quarta, 24]", disse.

A funcionária ainda informou que os moradores da região precisam se dirigir ao posto com um comprovante de endereço. "Vocês apresentam o comprovante, agendam a vacinação e pegam a senha", complementou.

Na UBS Arariba, na Vila Andrade, a fila era enorme por volta das 8h quando o posto abriu. Porém, a situação já estava normalizada pro volta das 9h30 e com cerca de 30 pessoas esperando pela vacina.

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Na UBS Maracá, no Capão Redondo, na zona sul, o mesmo problema: muita fila nas primeiras horas do atendimento.

Para alcançar o maior número de pessoas que realmente precisam tomar a vacina, agentes de saúde passarão de casa em casa para distribuir senhas em zonas consideradas prioritárias.

A ação prevê atingir a população que vive nas áreas de risco ?na capital, são 20 distritos das zonas leste e sul da cidade.

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Cristina Shimabukuro, coordenadora do departamento de vigilância e saúde da gestão Doria (PSDB), disse que as senhas "serão distribuídas conforme a capacidade que cada unidade de saúde básica tem para vacinar".

O objetivo, segundo Shimabukuro, é reduzir os tumultos e as filas.

DOSE REDUZIDA

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Fracionar a vacina foi a estratégia adotada pelo ministério da Saúde para alcançar mais gente não imunizada. Além da capital paulista, outras 53 cidades do Estado vão receber a vacina. No Rio de Janeiro, a campanha emergencial também começou em 15 cidades nesta quinta.

Dados oficiais mostram, no entanto, que o vírus da febre amarela tem agido rápido e deixado um rastro de vítimas num curto intervalo de tempo. Segundo o ministério da Saúde, a taxa de letalidade provocada pela doença no país atingiu 40,8%.

Até o momento, 130 casos da doença foram confirmados no Brasil, dos quais 53 evoluíram para morte, no período entre julho do ano passado até 23 de janeiro, segundo o ministério. Os dados são repassados pelos Estados, que costumam ter números mais atualizados.

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No Estado de São Paulo, por exemplo, a secretaria estadual aponta 86 casos e 36 mortes decorrentes da doença nos últimos doze meses.

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