Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Geral

publicidade
GERAL

Empresários estrangeiros em Davos declaram otimismo com o Brasil

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

MARIA CRISTINA FRIAS E LUCIANA COELHO, ENVIADAS ESPECIAIS

DAVOS, SUÍÇA (FOLHAPRESS) - O presidente Michel Temer vendeu reformas em seu discurso na plenária da reunião anual do Fórum Econômico Mundial, em Davos, e os empresários estrangeiros compraram ?ao menos por ora.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

O tom dos participantes de eventos com Temer e outras autoridades brasileiras foi de otimismo e confiança de que o pior ficou para trás, mas também de certa urgência em relação à reforma da Previdência, que ainda patina, diante das eleições presidenciais em outubro.

"Os investidores estão olhando as reformas em curso no Brasil. Tudo que for reforma para garantir a sustentabilidade das finanças públicas, tudo isso é bom para o investimento e para a confiança", disse o ex-presidente da Comissão Europeia e agora presidente do banco de investimentos global Goldman Sachs José Manuel Durão Barroso a jornalistas em Davos após reunir-se com Temer.

"O ritmo dessas reformas e a extensão delas compete ao sistema democrático brasileiro decidir. Eu gostaria que acontecessem agora, porque, vamos ser honestos, é um ano de eleição, e como ex-primeiro-ministro e ex-líder da oposição [em Portugal] eu sei que em anos de eleição há a tentação de adiar as coisas, e quem perde é a economia."

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Durão Barroso presidiu a Comissão Europeia, o órgão executivo da União Europeia, de 2004 a 2014, antes de passar para a iniciativa privada em 2016.

Já o CEO da Shell, Ben van Beurden, saiu de seu encontro com Temer otimista, afirmando que havia "agradecido" ao presidente pela condução das reformas e que espera que elas sejam completadas logo. O Brasil é um dos mercados mais importantes para a petroleira, que em abril completa 105 anos no país ?diagnóstico semelhante foi feito pelo CEO da Coca-Cola, James Quincey.

Van Beurden disse não ver risco de maiores turbulências do mercado financeiro em relação ao Brasil, mesmo com as eleições presidenciais deste ano, alegando que o país tem fundamentos econômicos sólidos e que a transição de governo não deve ser um problema.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Não comentamos [na Shell] a política do país. Mas eu gostaria muito que houvesse continuidade econômica, e da regulamentação na nossa indústria", afirmou em Davos. Ele também elogiou as mudanças na regulamentação do setor, afirmando que elas o tornam mais estável.

O Brasil foi tema de um painel estratégico na manhã desta quarta, do qual participaram os ministros Henrique Meirelles (Fazenda), Moreira Franco (secretaria-geral da Presidência), Fernando Coelho Jr. (Minas e Energia), além do presidente da Petrobras, Pedro Parente, e da Eletrobras, Wilson Pereira Jr..

A plateia para ouvir os ministros e presidentes de estatais lotou de empresários e economistas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

OCDE

Para o secretário-geral da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico, que congrega economias ricas), José Ángel Gurría, o quadro que se pinta do Brasil no exterior mudou de forma sensível.

"O mais importante é que o processo de reformas no Brasil está mudando as expectativas para o futuro. Tenho evidência de que há uma espécie de 'bônus de confiança' [em relação ao Brasil]", afirmou após se reunir com Temer. O Brasil deu início a seu processo de adesão à OCDE, mas os EUA têm colocado entraves.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Estamos em um processo para encontrar consensos [sobre a adensar do país]", afirmou. "Objetivamente, o Brasil é um dos cinco países que chamamos de parceiros-chave. O Brasil já é da família OCDE, como um primo de segundo grau", brincou, lembrando que o processo formal de adesão leva de três a quatro anos.

Gurría ecoou os demais e disse não esperar solavancos eleitorais, já que a imagem mudou. "A aparição do presidente em Davos também foi uma oportunidade de compartilhar a história do Brasil, porque muitos temos uma narrativa do Brasil focada em aspectos negativos", afirmou.

Temer também teve reuniões com o presidente global da Ambev (Carlos Brito), além dos CEOs da Cargill (Dave MacLennan), da Mittal (Lakshmi Mitall), da Enel e da Dow Chemical (Andrew Liveris). Apenas dois chefes de governo encontraram o brasileiro nesta quarta, o angolano João Lourenço e o libanês Saad Hariri.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV