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Assessores de Trump defendem 'América em primeiro lugar' em Davos

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Assessores do presidente norte-americano Donald Trump defenderam nesta quarta-feira (24) a estratégia "América em primeiro lugar" adotada pelo governo do republicano, frente a críticas de que os EUA estão prejudicando a globalização e o livre comércio, feitas por líderes mundiais no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça. Trump vai falar no evento nesta sexta-feira (26), na primeira participação de um presidente dos EUA desde que Bill Clinton fez um discurso em 2000.

O secretário do Tesouro dos EUA, Steve Mnuchin, disse em Davos que a estratégia significa que "o presidente Trump está cuidando dos interesses dos trabalhadores americanos e dos interesses dos EUA, da mesma forma que espera que outros líderes cuidem dos interesses de seus cidadãos". Mas ele também afirmou que "América em primeiro lugar também significa trabalhar com o resto do mundo".

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Já o secretário de Comércio dos EUA, Wilbur Ross, disse que as recentes ações dos EUA em relação ao comércio foram causadas por "comportamento inadequado por parte de nossos parceiros comerciais".

Na segunda-feira (22), o governo dos EUA, impôs tarifas comerciais contra painéis solares e máquinas de lavar, importados especialmente da China, num movimento que marca o endurecimento das relações comerciais dos Estados Unidos com o país asiático. O objetivo da medida é proteger a indústria americana da concorrência internacional, uma das principais promessas de campanha de Trump.

A China e a Coreia do Sul criticaram a decisão, e a Coreia do Sul disse que vai fazer uma reclamação à OMC (Organização Mundial do Comércio).

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Mnuchin também disse que o país se beneficia do dólar fraco: "obviamente o dólar fraco é bom para nós no que se refere a comércio e oportunidades", disse o secretário em Davos.

O primeiro-ministro indiano Narendra Modi, o premiê canadense Justin Trudeau e o presidente Michel Temer, entre outros, expressaram em suas falas em Davos preocupação com o aumento do protecionismo.

Desde sua posse, Trump tem ameaçado tirar os EUA do Nafta, tratado comercial da América do Norte, anunciou a saída dos EUA do acordo global sobre mudança climática e tem criticado instituições internacionais como as Nações Unidas e a Otan.

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Participam da reunião em Davos dez membros do gabinete ou assessores sêniores da Casa Branca, incluindo Mnuchin e Jared Kushner, genro de Trump e seu assessor.

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