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EUA acusam Assad de usar armas químicas contra rebeldes; Síria nega

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O governo dos Estados Unidos voltou a acusar a Síria de usar armas químicas para atacar sua própria população, levando Damasco a responder dizendo que a afirmação é uma "mentira".

Na terça-feira (23), o secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson, disse que o governo sírio provavelmente usou gás cloro em um ataque feito na segunda-feira (22) contra o enclave rebelde de Ghouta Oriental, vizinho a capital Damasco, onde vivem 390 mil pessoas.

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Agentes de saúde que trabalharam no resgate das vítimas disseram que o gás foi usado no local. O Observatório Sírio para os Direitos Humanos, ONG com sede no Reino Unido, afirmou que 13 pessoas sofreram intoxicação no ataque.

"Só ontem [segunda] mais de 20 civis, a maioria crianças, foram vítimas de um ataque com gás cloro", disse Tillerson durante uma conferência em Paris para debater o uso de armas químicas.

"Os recentes ataques em Ghouta Oriental levanta sérias preocupações de que Bashar al-Assad possa continuar usando armas químicas contra seu próprio povo", afirmou ele.

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Não foi a primeira vez que o ditador foi acusado de usar este tipo de arma. Nos últimos dois anos, um inquérito conjunto da ONU e da Organização para a Proibição de Armas Químicas (Opaq) concluiu que o governo sírio usou o agente nervoso sarin e diversas vezes o gás cloro como armas. Damasco nega as acusações.

Em 2013, Assad assinou um acordo intermediado pela Rússia no qual abriu mão de usar as armas químicas.

Nesta quarta-feira (24), o Ministério de Relações Exteriores sírio negou que tenha voltado a usar as armas e disse que as acusações têm como objetivo "obstruir qualquer esforço para encontrar uma saída para a crise na Síria".

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"A Síria tem sempre demonstrado cooperação e fornecido as condições necessárias para uma investigação imparcial, objetiva e profissional sobre o uso de armas químicas", disse a pasta em comunicado divulgado pela agência estatal Sana.

Já a Rússia, que Tillerson disse ser a responsável pelo uso das armas químicas por Damasco, pediu que o Conselho de Segurança da ONU investigue as acusações.

Washington respondeu afirmando que a proposta é uma tentativa de Moscou para distrair a comunidade internacional.

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O governo russo apoia o ditador Assad e vetou em novembro uma ampliação do prazo dado a comissão da ONU que investigava o uso de armas químicas na Síria, na prática acabando com o inquérito, que Moscou classificou como uma "falha completa".

A acusação americana acontece em um momento que cresce a tensão com o conflito na Síria devido a ação da Turquia contra a minoria curda.

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