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De 'sex  symbol' a  modelo plus size, Fani Pacheco participaria de novo de reality

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JULIA ALVES

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Fani Pacheco, 35, surgiu na televisão como um furacão em 2007, ao participar da sétima edição do "Big Brother Brasil. Ela foi um dos vértices do famoso triângulo amoroso formado por Íris Stefanelli e Diego Gasgues, o campeão da edição.

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Há 11 anos, Fani era o "sex  symbol" do reality, com 60 kg distribuídos em 1,66 m. Em sua segunda participação, em 2013, viu seu peso aumentar para 65 kg. No início do ano, a modelo engordou 15 kg em nove meses após a morte da mãe, em 2016. Hoje, ela se assume feminista, plus size e está em fase de mudança e quebra de padrões.

Ela afirmou a reportagem ter dificuldades para seguir com a carreira de modelo plus size por conta do mercado da moda, que não valoriza muito esse padrão de corpo. "Por outro lado, é gratificante fazer campanhas que me valorizam como pessoa, independente do meu manequim", diz Fani.

"Não sofri preconceito, fui aceita de cara pelos fãs e pela mídia", conta ela. Os comentários negativos existem, principalmente nas redes sociais, mas Fani afirma ter aprendido a lidar com as críticas. "Isso sempre vai existir. As pessoas vão me amar e me odiar pelo mesmo motivo: minha autenticidade."

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Contudo, a transição não foi tão bem aceita pela própria Fani, que afirma ter se sabotado e entrado em rotina de efeito sanfona. "Queria continuar magra. Emagrecia 3 kg e engordava 5 kg. Estava doente, com compulsão alimentar e depressão. Demorei para entender que, se meu emocional não está bem, o corpo não tem como estar saudável."

A busca pelo equilíbrio levou Fani a cursar medicina para se especializar em psiquiatria. Para ela, cuidar da mente das pessoas é um dom que lhe trará prazer. "Não tenho dúvida de que nasci para isso. Está sendo uma realização, um desafio diário. A rotina de estudos consome todo o meu tempo."

Ela se mudou de Nova Iguaçu para Angra dos Reis para se dedicar aos estudos, que agora consomem grande parte de sua rotina. "É muito difícil, principalmente matérias como bioquímica", conta. O que alivia a pressão da universidade são as amizades da ex-"BBB". "Não sou assediada. Minha turma é parceira e posso ser eu mesma. Ninguém me vê como figura pública."

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Após o Ano-Novo, Fani foi surpreendida pelo corpo mais uma vez ao ser diagnosticada com síndrome metabólica. "Fiz exames com minha irmã, a médica Petra Piloto. Por conta dos quatro meses em que fiquei estudando, sem malhar e sem alimentação saudável, meu organismo está ferrado."

A irmã de Fani foi quem a motivou a entrar no reality, já que a estudante de medicina não acreditava que seria escolhida para participar. "Foi algo que mudou minha vida. Apenas com o diploma de direito seria impossível conseguir tudo o que tenho. Nas duas vezes em que participei, fui de coração escancarado."

Dependendo do custo-benefício, ela afirma que participaria novamente de reality  shows. "Afinal de contas, sou universitária e minha faculdade é muito cara", brinca. "Não me arrependo porque dei minha alma."

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