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Funk criticado por apologia do estupro é retirado de plataformas de streaming

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AMANDA NOGUEIRA

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O Spotify afirmou em nota à imprensa que o polêmico funk "Só Surubinha de Leve", de MC Diguinho, será retirado de seu catálogo após denúncias de que a faixa faz apologia do estupro.

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Na tarde desta quarta (17), a faixa, lançada em setembro no SoundCloud, somava 14 milhões de visualizações no YouTube, do qual já foi banida. No Spotify, ela liderava a lista das 50 faixas mais virais e também figurava entre as mais tocadas do serviço no Brasil.

Após ganhar visibilidade nas plataformas de streaming, o funk virou alvo de críticas nas redes sociais e de denúncias de usuários da plataforma.

O caso chama a atenção para campos ainda pouco esclarecidos no universo do streaming. Segundo a assessoria de imprensa da plataforma, são as gravadoras e as distribuidoras que abastecem o catálogo e, devido ao volume diário de novas faixas, não é possível estabelecer um controle prévio.

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Ainda que uma faixa receba denúncias dos usuários, o procedimento da empresa é acionar gravadoras e distribuidoras das canções "para que elas entendam o melhor caminho a se fazer, se é retirar do catálogo ou acionar o artista".

"Eu não posso dizer que se a gravadora se negasse a retirar a música do ar, ela realmente sairia. A gente não pode abrir detalhes de contratos com as gravadoras, mesmo porque cada caso é um caso", disse a assessoria de imprensa do Spotify à reportagem.

"O catálogo do Spotify é abastecido por centenas de milhares de gravadoras, artistas e distribuidoras em todo o mundo. Eles são devidamente avisados sobre nossas diretrizes e são responsáveis pelo conteúdo que entregam", afirmou a plataforma em nota.

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"Desta forma, informamos que contatamos a distribuidora da música 'Só Surubinha de Leve' a respeito do ocorrido e fomos informados que a faixa será retirada da plataforma nas próximas horas, uma vez que o tema foi trazido à nossa atenção", completou.

No entanto, a plataforma afirma que não há multas ou represálias previstas a gravadoras e distribuidoras que registrem diversas ocorrências da mesma natureza ?até o momento, a assessoria informa que apenas um outro caso semelhante ocorreu desde que a empresa começou a operar.

"O Spotify é uma empresa moderna, não é um banco, que as regras são assim, as coisas são resolvidas também de forma moderna, por isso não consigo criar essa hipótese [de novas ocorrências semelhantes]", disse a assessoria.

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OUTRAS FAIXAS

Apesar de retirar "Só Surubinha de Leve", o Spotify afirmou que ainda analisaria o teor de "Vai Faz a Fila", de MC Denny, que descreve sexo não consensual.

"Vou socar na tua buceta sem parar/ e se você pedir pra mim parar, não vou parar/ porque você que resolveu vir pra base transar/ então vem cá, se você quer, você vai aguentar", diz um trecho da faixa.

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Assim como o Spotify, a Deezer também atribui a gravadoras e distribuidoras a inclusão do conteúdo musical que é encontrado na plataforma. À Folha, o serviço afirmou que a faixa de MC Diguinho já foi retirada do catálogo e que está em "processo de análise de outros conteúdos para tomar as providências cabíveis".

Procurado pela reportagem, a assessoria do YouTube afirmou não comentar casos específicos.

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