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Cinemateca será gerida por uma organização social, diz MinC

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GUILHERME GENESTRETI

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Para conter uma crise que se arrasta desde 2013, o Ministério da Cultura irá transferir a gestão da Cinemateca Brasileira para uma OS (Organização Social).

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A Acerp (Associação Comunicativa Roquette Pinto), que é ligada ao Ministério da Educação e que já mantém convênios de prestação de serviços, é quem irá assumir a gestão da entidade.

"O modelo de OS tem uma mobilidade maior do que o Estado, inclusive para a captação de recursos", diz o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão. "Ela terá autonomia financeira e administrativa, mas com metas e diretrizes que terão de ser cumpridas."

O ministro afirma que o contrato deve ser assinado na última semana de fevereiro. Será a primeira entidade ligada a esse ministério a ser gerida por uma OS. Sá Leitão espera que ele funcione como um "paradigma" para outras instituições tocadas pela pasta, como os museus federais.

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Responsável pela preservação do acervo audiovisual brasileiro, a Cinemateca guarda 250 mil rolos de filme em sua sede, em São Paulo.

Sua crise começou em janeiro de 2013. Auditorias da CGU (Controladoria-Geral da União) apontaram falta de controle do ministério sobre a execução dos recursos da Cinemateca, além de problemas na gestão de bens e em licitações da instituição.

A então ministra da Cultura, Marta Suplicy, exonerou o diretor à época, Carlos Magalhães, sem nomear um substituto. Naquele ano, 138 técnicos da instituição foram demitidos e parte dos trabalhos, paralisados.

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Segundo Sá Leitão, haverá contratação de pessoal para operar as atividades da Cinemateca. "Ela terá que montar equipes para que suas metas sejam atendidas."

O modelo das OS, contudo, tem seus opositores, principalmente à esquerda, que o veem como a "privatização" de uma gestão que deveria ser responsabilidade do Estado.

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