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PM dispersa festa pré-Carnaval com bombas de gás e balas de borracha

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CAROLINA MUNIZ

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Polícia Militar dispersou com bombas de gás e tiros de bala de borracha os foliões da festa pré-Carnaval organizada pelo bloco MinhoQueens na tarde deste sábado (13).

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O evento gratuito começou por volta das 16h no bar Quenga Paulista, na rua Treze de Maio, na Bela Vista (centro). Em pouco tempo, o público tomou a via, bloqueando o trânsito.

"Tivemos um público além do esperado. Já fizemos festas ali com 300, 400 pessoas e sempre funcionou", conta Fernando Magrin, drag queen e um dos fundadores do bloco.

Mais de 4.000 pessoas estavam com presença confirmada na página do evento no Facebook.

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Segundo Magrin, a PM chegou por volta das 18h30 e deu meia hora para que os foliões liberassem a via. "Assim que a polícia mandou, fechamos as portas do bar e pedimos para que as pessoas saíssem da rua, mas elas foram para a praça do Bixiga", afirma.

A multidão continuou atrapalhando o trânsito da região e, então, a PM lançou bombas de gás e disparou balas de borracha para dispersar os foliões.

O analista administrativo João Marcelo Zalkauskas, 31, foi atingido por uma bala de borracha nas costas. Ele conta que já estava indo embora quando sentiu um impacto nas costas.

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"Pareceu uma paulada, senti uma dor horrível. Poderia ter pegado no meu rosto, nos meus olhos", afirma. "Faltou organização do bloco, mas o maior problema foi o despreparo da polícia", completa.

O produtor de eventos José Robertto, 22, disse ter visto pessoas deixando o local com ferimentos de bala de borracha. "No bloco, havia famílias com crianças e, na rua, muita gente passando que não tinha nada a ver com que estava acontecendo", afirma.

Além da confusão, muitas pessoas relataram furtos na página do evento no Facebook. "Vi um grupo que passava puxando carteiras e celulares. Tentaram roubar o meu, mas não conseguiram", diz Robertto.

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Sobre os problemas de organização do evento, Magrin afirma que, quando viu o número de pessoas confirmadas no evento, o bloco tentou encontrar outro espaço para a festa, mas não conseguiu.

"Tentamos fazer uma festa de carnaval grátis. Como não somos financiados, não temos como alugar um espaço, e São Paulo tem uma grande carência de utilização de espaço público pela população em geral. Ontem, em vez de usar a força policial, seria muito mais fácil simplesmente interditar a rua e evitaríamos o que aconteceu", diz.

Em nota, a Polícia Militar informou que recebeu chamados na altura do número 886, da rua Treze de Maio, por perturbação do sossego, comércio irregular de bebida alcoólica e roubo a transeunte.

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Um carro da polícia foi enviado ao local e os policiais solicitaram aos participantes que liberassem a via. Segundo a PM, diante da insistência do grupo em desobedecer à ordem policial, foi solicitado reforço do batalhão local e da Força Tática para controlar o tumulto.

"A PM não recebeu até o momento relatos de abusos, pessoas feridas e ações ilegais, mas está à disposição, por meio de sua Corregedoria, para apurar denúncias de supostos desvios de conduta durante a operação policial", diz a nota.

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